PF aponta suspeitas sobre mais diretores do BRB no caso Master e pede prazo para concluir inqu�rito

PF aponta suspeitas sobre mais diretores do BRB no caso Master e pede prazo para concluir inqu�rito

A Polícia Federal diz ter encontrado suspeitas sobre mais diretores do BRB (Banco de Brasília) no inquérito que investiga a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e pediu mais 60 dias ao STF (Supremo Tribunal Federal) para concluir a investigação. A tendência é que o ministro André Mendonça, relator do caso, conceda a prorrogação. No documento enviado ao Supremo nesta quinta-feira (20), a PF diz que será necessário colher depoimentos de integrantes da Diretoria Colegiada do BRB que aprovaram operações financeiras do Master. A informação sobre o envio do relatório foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa é um dos investigados neste inquérito e está preso desde o dia 16 de abril. O relatório da PF foi enviado ao ministro do Supremo junto com laudos periciais que levantam suspeitas sobre as decisões tomadas por diretores do banco. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Vorcaro, além das operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília. Costa esteve à frente do BRB de 2019 a novembro de 2025 por indicação do então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Antes de assumir o comando do BRB, trabalhou por quase duas décadas na Caixa, onde foi vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital. O executivo era alvo de investigações desde a primeira fase da operação, deflagrada em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, o Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do executivo, mas a medida foi negada pela Justiça Federal, que determinou apenas seu afastamento do comando do banco. Ele foi afastado do cargo por 60 dias por determinação judicial e demitido no dia seguinte pelo então governador. Foi substituído por Nelson Souza, ex-presidente da Caixa. No início de abril, o BRB entregou à PF o relatório final de uma auditoria independente sobre seus negócios com o Master. O material consolidou suspeitas que já vinham sendo apuradas desde a primeira fase da operação. A auditoria aponta que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como "negócio do presidente" e conduzidas sob pressão e urgência. Ao todo, o BRB comprou R$ 21,9 bilhões em carteiras do banco de Vorcaro. Parte relevante desses ativos, cerca de R$ 12,3 bilhões, apresenta indícios de ausência de lastro, inconsistências estruturais e vícios documentais.

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