Tida como a rainha dos romances adolescentes nacionais, Paula Pimenta atravessou gerações de meninas que se apaixonaram pela leitura por meio de seus livros e personagens cativantes. No entanto, as histórias escritas pela mineira –que costumam girar em torno das paixões de suas protagonistas pelo audiovisual e os dramas de viver o primeiro amor–, também viraram alvo de críticas ao longo dos anos pela falta de representatividade nas narrativas. Nas redes, leitores apontam que seus livros retratam cenários irreais da adolescência brasileira, com personagens brancos de classe média alta que passam por pouca dificuldade além de suas questões românticas e indecisão sobre qual profissão seguir no futuro. "Comecei a escrever ‘Fazendo Meu Filme’ numa época em que ninguém se preocupava com isso. Escrevi achando que as amigas da minha adolescência iriam gostar lembrando da nossa própria adolescência. Tinha preocupação zero. Hoje em dia, é realmente muito importante [a representatividade], e eu tenho tentado puxar isso para os meus livros. É uma preocupação minha também", afirmou. O último lançamento de Paula Pimenta, "A Música da Minha Vida", retorna ao universo de "Fazendo Meu Filme", dessa vez contando a história de Juju, sobrinha de Fani, a primeira de suas protagonistas. A menina, que nutre uma grande paixão pela música, enfrenta dilemas clássicos do início da adolescência, como pertencer e fazer amigos. "A Juju é sobrinha da Fani, então ela aparece muito nesse livro. É muito gostoso para os leitores que já conhecem esses personagens poderem matar a saudade. Mas claro, leitores que amam romance e histórias fofinhas que fazem a gente sonhar, também vão amar", afirma Pimenta.
Paula Pimenta diz que antes tinha 'preocupa��o zero' com diversidade em seus livros
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.