Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones defenderam a autora Sally Rooney, que foi proibida de vender seus livros no Reino Unido graças ao seu apoio ao Palestine Action, grupo pró-Palestina classificado como entidade terrorista pelo governo. Os atores protagonizaram a minissérie "Normal People", que adaptou a obra de maior sucesso da escritora e catapultou as suas carreiras, e assinaram uma carta aberta em apoio a Rooney junto de outros artistas, como Jessie Buckley, vencedora do Oscar de melhor atriz por "Hamnet", Tilda Swinton e o diretor Jonathan Glazer, de "Zona de Interesse". Recentemente, Rooney, que também assinou títulos como "Conversas entre Amigos" e "Intermezzo", disse que os seus esforços para publicar as suas obras "poderiam agora constituir um crime grave". Já a editora Faber & Faber, que publica seus livros, afirmou ter sido proibida de repassar lucros obtidos no Reino Unido e que, portanto, estava retirando as obras da autora das livrarias. "Sally Rooney é uma escritora, não uma terrorista. Seus livros devem estar disponíveis ao público", diz a carta. "A sua retirada de venda, com base numa legislação antiterrorista mal concebida e draconiana, é uma afronta aos princípios básicos da liberdade de expressão, há muito tidos como garantidos neste país. Por vários anos, Rooney veio a público para falar sobre suas crenças e intenções, e seu apoio à Palestine Action o levou às consequências que já esperava. O movimento ativista foi proibido após uma invasão da base aérea de Brize Norton, da Força Aérea Britânica, no ano passado. Após o ato, mais de 3.000 pessoas foram presas por exibirem cartazes em apoio ao movimento, e sua proibição foi criticada por grupos de defesa das liberdades civis.
Paul Mescal defende Sally Rooney, que teve os livros proibidos no Reino Unido
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