Partido de ultradireita alem�o AfD quer acabar com a m�dia p�blica no pa�s; veja v�deo

Partido de ultradireita alem�o AfD quer acabar com a m�dia p�blica no pa�s; veja v�deo

A imprensa alemã está na mira da ultradireita na Alemanha. "É muito evidente que a AfD não quer um jornalismo independente", diz Christian Mihr, da organização Repórteres Sem Fronteiras. O partido Alternativa para a Alemanha vem defendendo o fim da mídia pública, um dos pilares da imprensa livre e independente no país. "Vamos rescindir o tratado de mídia pública. Queridos amigos, fora com essa taxa obrigatória de radiodifusão", disse Ulrich Siegmund, líder da AfD no estado da Saxônia-Anhalt, em setembro. Ele está falando de uma taxa mensal de 18 euros paga por quase todo domicílio na Alemanha, que financia canais públicos de televisão e rádio —ou seja, a ARD com suas nove emissoras estaduais, a ZDF e a Deutschlandradio. Só que muita gente é contra essa taxa, e a AfD se aproveita disso. "Nove bilhões de euros para financiar as emissoras públicas. E o que recebemos em troca? Recebemos propaganda de esquerda e do Partido Verde, estupidez e agitação", afirmou o deputado da AfD Jörn König em janeiro de 2023. A Constituição alemã determina que as emissoras públicas não pertencem nem ao Estado nem a empresas ou indivíduos privados. Elas se administram de forma autônoma. Uma lição tirada do período nazista, quando a propaganda estatal controlava o fluxo de informações e manipulava a opinião pública. Depois de uma vitória esmagadora da AfD, existe a possibilidade de que o partido assuma o poder na Saxônia-Anhalt. E críticos alertam que o estado poderia servir como uma espécie de laboratório de um esforço mais amplo para enfraquecer a mídia independente. Ali, a AfD pretende cortar o financiamento da emissora local MDR."Acho que poderia desencadear um efeito dominó, como se o primeiro tijolo fosse retirado da muralha da radiodifusão pública", afirma Tim Herden, diretor da MDR na Saxônia-Anhalt. Uma preocupação também de rádios comunitárias, como a CORAX, que transmite em vários idiomas e tem grande parte da programação voltada para refugiados."Estamos nos preparando para tempos em que a nossa vida ficará mais difícil", diz Valentin Endrass, da CORAX. "O pior cenário é que a Saxônia-Anhalt simplesmente se torne um espaço dominado por mídias e produtores de conteúdo de direita", completa Daniel Ott, da mesma rádio.A taxa que financia as emissoras públicas na Alemanha existe há décadas. Antes era vinculada à posse de aparelhos de rádio e televisão. Desde 2013, ela é cobrada por domicílio, independentemente do consumo de rádio ou TV.A DW não é financiada por essa taxa de radiodifusão, e sim com recursos do governo federal.

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