Parque Ibirapuera amanhece com lama, lixo e estragos ap�s lago transbordar com a chuva

Parque Ibirapuera amanhece com lama, lixo e estragos ap�s lago transbordar com a chuva

As pistas do parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, ainda tinham marcas de lama na manhã desta quinta-feira (15), um dia após a chuva que provocou o transbordamento de um lago e danificou a mureta com gradil na entrada do portão 8. Trabalhadores recolhiam galhos, retiravam sacos de lixo e limpavam os caminhos do parque. O pluviômetro instalado no local registrou 97 mm de chuva em menos de uma hora na quarta-feira (14), segundo a Urbia, concessionária responsável pela gestão do parque. A empresa afirma que o sistema de drenagem funcionou de forma eficiente, mas que o volume adicional de água proveniente dos córregos do entorno fez o lago transbordar. Na manhã desta quinta, uma equipe trabalhava na recuperação do gradil do portão 8. Cerca de dez pessoas atuavam na reinstalação da estrutura, como observou a Folha no local. A Urbia afirmou que agiram durante a madrugada para permitir a abertura do parque no horário habitual, às 5h, e que não houve intercorrências com frequentadores. A concessionária afirmou ainda que mobilizou uma equipe de cem pessoas para serviços de zeladoria e manutenção, com o reforço de outros 20 profissionais. Caminhões, tratores e equipamentos especializados eram usados nas vistorias, na limpeza e nos reparos. Apesar dos estragos, frequentadores voltaram a usar as pistas do parque. O empresário Aprígio Moreira, 62, que costuma visitar o Ibirapuera, disse que encontrou equipes trabalhando quando chegou pela manhã, mas conseguiu fazer o trajeto habitual sem alterar a rotina. Ele observou que outros visitantes precisaram mudar seus percursos. O modelo Rodrigo Perrucci, 21, também precisou adaptar os planos por causa do temporal. Ele costuma correr no parque à tarde, mas mudou a rotina na quarta-feira. O corredor afirma que o descarte de lixo é um problema recorrente, principalmente nos dias de sol, quando há mais visitantes. Na avaliação de Perrucci, parte dos frequentadores deixa resíduos pelo parque, que podem acabar no lago. Ele atribui o problema à falta de consciência dos visitantes. Não há, porém, confirmação de que o lixo tenha contribuído para o transbordamento registrado após a chuva. A arquiteta Eliane Omena, 58, também questiona as condições de manutenção do lago. Ela diz ter observado resíduos acumulados nas margens nos dias anteriores ao temporal e afirma ter percebido um odor forte na água. "Há trechos em que a lâmina d’água parece baixa e peixes que ficam com a cabeça para fora da superfície buscando oxigênio, o que pode indicar alterações na qualidade da água", diz. A Urbia informou que o parque permanece aberto e em funcionamento. Durante tempestades, orienta os frequentadores a procurar locais seguros, evitar ficar sob árvores e seguir as instruções das equipes que trabalham no local.

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