Bengalore (Índia) | Reuters A Paramount e o procurador-geral da Califórnia discutiram uma série de concessões em negociações avançadas para um acordo, incluindo um investimento de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,69 bilhões) em produções no estado dos EUA, informou o jornal Wall Street Journal nesse domingo (20), citando pessoas familiarizadas com as conversas. O processo movido pela Califórnia e por outros 11 estados é um dos últimos obstáculos à proposta da Paramount de adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões (R$ 564,04 bilhões). Os estados entraram com uma ação em julho para bloquear o negócio, argumentando que a empresa resultante da fusão criaria uma gigante da mídia com poder para elevar os preços de filmes e conteúdos televisivos. Entrada dos estúdios da Paramount, em Los Angeles (EUA) - Daniel Cole - 17.set.26/Reuters Entre as concessões discutidas, além do investimento bilionário em produções, está o compromisso de não vender nenhum dos dois complexos de estúdios e de permanecer na Califórnia, segundo a reportagem do WSJ. As partes também discutiram possíveis penalidades caso a Paramount não cumpra uma promessa anterior de produzir 30 filmes por ano após a fusão, incluindo a venda de sua participação na Miramax, conhecida por filmes como "Onde os Fracos Não Têm Vez" e "Pulp Fiction: Tempo de Violência", informou a publicação. Outras medidas em análise incluem a venda de alguns canais de TV por assinatura e a criação de um conselho para ajudar a garantir que a CNN mantenha sua independência editorial."As possíveis negociações para um acordo são confidenciais. Não podemos confirmar nem negar se essas conversas estão ocorrendo ou o suposto teor delas", afirmou um porta-voz da Procuradoria-Geral da Califórnia à agência de notícias Reuters, em comunicado. A Paramount não respondeu de imediato a um pedido de comentário feito fora do horário comercial. A Reuters informou na semana passada que a Paramount e os estados poderiam chegar a um acordo já neste fim de semana, tendo entre os termos em discussão o monitoramento independente do conteúdo da CNN e um compromisso com os lançamentos nos cinemas. O CEO da Paramount, David Ellison, apostou o futuro de sua empresa no que considera uma iniciativa necessária para consolidar dois dos maiores estúdios de Hollywood e reunir uma ampla gama de ativos de televisão. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões
Paramount e procurador da Calif�rnia negociam para viabilizar compra da Warner por US$ 110 bi
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