Representantes de três setores da economia com interesses ou preocupações referentes à China, ouvidos pela coluna, relataram dificuldade para agendar conversas com Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro turno das eleições. Mesmo após pedirem mais de uma vez espaço na agenda do presidenciável, foram encaminhados a assessores. Os interlocutores interpretaram o gesto como uma tentativa de Flávio de não se comprometer com nenhuma ação ou promessa sobre a relação comercial que terá com a China em um eventual governo. Um dos auxiliares do candidato comentou "não ser a hora" de tratar sobre o tema. Em público, Flávio diz que manterá uma relação pragmática com Pequim e que o Brasil não precisa escolher um lado entre China e Estados Unidos. Mas a resistência em conversar preocupou representantes de diferentes setores. Assim como seu pai Jair, Flávio tem alinhamento explícito com Donald Trump. Em maio, ele foi recebido no Salão Oval e pediu que os EUA classificassem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O candidato também prometeu que o Brasil entrará no Escudo das Américas, iniciativa de Trump, se vencer. Em teoria, uma vitória de Flávio Bolsonaro daria a Trump um aliado estratégico na região e um contraponto à influência chinesa. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Para setores da ind�stria, Fl�vio Bolsonaro se esquiva de pauta sobre a China
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