O papa Leão 14 deu entrada no hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde será submetido a uma cirurgia nesta terça-feira (13) para remover um nódulo do pulmão. É o primeiro problema de saúde tornado público desde que o pontífice, que tem 71 anos, foi eleito para o posto em maio de 2025. A operação será realizada na tarde desta terça, no horário local, informou o Vaticano em um comunicado. O papa revelou no domingo (11) que realizaria o procedimento. Segundo Leão 14, o nódulo foi identificado "em uma fase muito inicial" e está "bem localizado". "Os médicos consideram oportuno intervir e, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma operação para removê-lo", disse o líder da Igreja Católica. O pontífice foi levado ao hospital, que fica a cerca de nove quilômetros do Vaticano, em um comboio de veículos nesta terça. Segundo a assessoria de imprensa da Santa Sé, a recuperação deve durar cerca de uma semana. Todos os compromissos públicos do pontífice foram cancelados até 20 de outubro. A viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, de 6 a 17 de novembro, aparece confirmada na agenda do papa disponível para jornalistas. O hospital Agostino Gemelli é onde os papas costumam ser tratados. Eles ficam em uma suíte especial no 10º andar, que conta com uma pequena capela, cozinha, banheiro e sala de reuniões. Mas a suíte está em reforma, por isso Leão ficará em outra acomodação no mesmo andar, sob forte esquema de segurança. Ele provavelmente contará com seu enfermeiro pessoal, Massimiliano Strappetti, que cuidou de seu antecessor, Francisco, durante várias internações. Um nódulo é, basicamente, uma pequena massa anormal —menor ou igual a 3 cm— encontrada no organismo. Não se trata, necessariamente, de um câncer. No caso do papa, há pouquíssimas informações além de que o nódulo foi encontrado no pulmão. Nódulos pulmonares são extremamente comuns. Segundo a Cleveland Clinic, referência nos EUA, eles costumam ser achados em, aproximadamente, 1 em cada 500 radiografias e em 80% a 90% das tomografias feitas. Eleito em maio de 2025, o sumo pontífice americano não tinha problemas conhecidos de saúde. Ele costuma praticar atividade esportiva e é considerado jovem como líder da Igreja. Seu antecessor, papa Francisco, morreu em abril de 2025, aos 88 anos. Ele acumulou uma série de dificuldades de saúde, principalmente respiratórias. No fim dos anos 1950, teve parte de um pulmão removido quando vivia na Argentina. Quando já era papa, o argentino teve parte do cólon também removido, em 2021, para tratar uma diverticulite. A causa de sua morte foi um AVC seguido de insuficiência cardíaca.
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