O ex-senador Rodrigo Pacheco voltou a ganhar força para ser indicado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ajudou o presidente Lula a aprovar o fim da escala 6x1, na quarta (14). Após um estremecimento que teve como ápice a derrota, em abril, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o tribunal, Alcolumbre e Lula retomaram a relação política e firmaram uma forte aliança que tem como objetivo principal, neste momento, derrotar Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e reeleger o petista. Além de liderar a votação que aprovou o fim da escala 6x1, pauta considerada fundamental para a campanha de Lula, Alcolumbre está ajudando a acelerar a tramitação da PEC da Segurança, outro tema considerado relevante para a conquista de votos na eleição. A indicação de Pacheco está incluída no novo pacote político desenhado por Lula e Alcolumbre. Ele foi preterido pelo presidente no primeiro semestre já que Messias tinha a preferência do petista para ocupar a vaga aberta no STF com a saída de Luís Carlos Barroso. Contrariado, Alcolumbre liderou a votação que derrotou o advogado-geral da União. Pacheco acabou indicado para o TCU (Tribunal de Contas da União) e a vaga até hoje não foi preenchida. Com a reconciliação política de Lula e Alcolumbre, o ex-senador agora volta para a dianteira da fila. Caso Lula seja derrotado por Flávio, ele deve indicar Pacheco para evitar que a vaga no STF hoje aberta seja preenchida pelo novo presidente com um nome de direita. Com uma bancada atual de cerca de 30 parlamentares, o bolsonarismo não teria hoje votos para barrar a indicação de Pacheco. De acordo com interlocutores de Alcolumbre e de Lula ouvidos pela coluna, o presidente faria a indicação como forma de "salvar" a vaga no STF. Pacheco seria o único nome que reunira apoios sólidos no Senado mesmo em caso de derrota de Lula. Ele já presidiu a Casa. Caso seja reeleito, o presidente poderá indicar quatro nomes para o STF. Além da vaga atual, outras três se abririam: a de Luiz Fux, que se aposenta em abril de 2028, a de Cármen Lúcia, que se retira no ano seguinte, e a de Gilmar Mendes, que entrará na aposentadoria compulsória em dezembro de 2030. Segundo aliados tanto de Lula quanto de Alcolumbre, o presidente negociaria a ordem das indicações. Ele poderia dar preferência a Pacheco na fila, sob a condição de que a vaga seguinte seria preenchida por Messias e as seguintes, por duas mulheres. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Pacheco volta a ganhar for�a para o STF depois de Alcolumbre ajudar Lula a aprovar o fim da 6x1
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