Ocupa��o de escrit�rios de alto padr�o em SP atinge o dobro da m�dia hist�rica

Ocupa��o de escrit�rios de alto padr�o em SP atinge o dobro da m�dia hist�rica

A absorção líquida de escritórios de alto padrão em São Paulo deste ano subiu para 118 mil m², o melhor resultado trimestral, segundo levantamento da Newmark, consultoria imobiliária comercial. Os edifícios AAA responderam por 63% no período (75 mil m²). No acumulado de nove meses, o saldo foi de 284 mil m², o dobro da média histórica anual, que é de 139 mil m². . Absorção líquida é um dado que compara a diferença de ocupação de espaços entre dois períodos e serve como termômetro da demanda, já que leva em conta as ocupações e as devoluções de imóveis. A alta do dado no trimestre acontece mesmo com a entrada expressiva de novos empreendimentos. Esse último fator, inclusive, fez com que a taxa de vacância também subisse no período de julho a setembro. Entres os bairros da capital paulista, Pinheiros liderou, com 49 mil m², o equivalente a 41% do total no período. Na sequência estão Berrini (16 mil m²), Chácara Santo Antônio (14 mil m²), Barra Funda (12 mil m²) e Marginal Pinheiros (10 mil m²). Juntas, as cinco regiões somam 86%. Já a Vila Olímpia, que concentra grandes escritórios de alto padrão, correspondeu a apenas 7 mil m² da absorção líquida no terceiro trimestre. Isso acontece porque, apesar de o resultado ter representado uma alta, o volume de transações é menor porque há poucos espaços vagos na região. O mesmo aconteceu com a avenida Paulista (5 mil m²), a Faria Lima e a JK (3 mil m² cada). A taxa média de vacância, por sua vez, subiu 0,5 ponto percentual no trimestre, para 14,8%, mas acumula queda de 2,5 pontos percentuais em doze meses. A alta no trimestre se deve à entrega de 176 mil m² em novos empreendimentos, mais de três vezes o volume do segundo trimestre, o que elevou o estoque de alto padrão em 3%, para 6,1 milhões de m². A absorção líquida correspondeu a cerca de dois terços dessa nova oferta, já que este volume estava pré-locado. "As empresas que planejam expansão ou mudança nos próximos dois anos devem antecipar a decisão. Em regiões como Pinheiros, JK, Itaim e Paulista, a área vaga hoje está cada vez mais escassa e não há volume relevante de nova oferta previsto. A tendência é de cada vez menos opções e preços cada vez mais altos", afirma Mariana Hanania, diretora de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark. Preços altos Nesse cenário, os preços de aluguel seguem mais caros. O valor médio de locação chegou a R$ 131,3 por m² aos mês, elavação de 2,5% no trimestre e de 15% em doze meses. Nos edifícios premium, o preço médio foi de R$ 183,8 por m² ao mês, bem acima da média para todas as regiões pesquisadas. A expectativa é que a oferta reduzida dos próximos anos mantenha os preços em alta, principalmente nas regiões premium. O cenário macroeconômico de juros elevados, crescimento mais moderado e, no curto prazo, período eleitoral, tende a tornar as decisões de expansão mais seletivas, apesar de não interromper a recuperação do segmento. Para o quarto trimestre, a expectativa é de absorção líquida robusta e de nova leve alta da vacância, devido ao novo estoque previsto para os últimos três meses do ano. A partir de 2027, com menos estoque novo disponível, a vacância deve voltar a cair e os preços devem continuar subindo, principalmente nos ativos prime e bem localizados. "O terceiro trimestre mostrou que a demanda conseguiu absorver não só os espaços vagos existentes, mas também um volume grande das novas entregas. Por muitos anos, a dúvida dos desenvolvedores era se haveria demanda para a oferta disponível. Hoje, é se haverá espaço suficiente para atender a demanda. Quem entregar produto de qualidade entre 2027 e 2029 vai ter pouca concorrência, e isso pode fazer projetos parados voltarem a andar", afirma Mariana Hanania. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.