Obama, Mandela, Malala e Madre Teresa: veja lista completa dos vencedores do Nobel da Paz desde 1901

Obama, Mandela, Malala e Madre Teresa: veja lista completa dos vencedores do Nobel da Paz desde 1901

O vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2026 será anunciado nesta sexta-feira (9) na Noruega. De ativistas à presidentes, o Instituto Nobel premia aqueles que mais fizeram pelo benefício da humanidade no ano anterior ao anúncio do prêmio. Os vencedores recebem uma medalha de ouro de 18 quilates e uma quantia de cerca de 12 milhões de coroas suecas (R$ 6 milhões). Nesse ano, 287 pessoas e organizações foram indicadas a receber o prêmio. Entregue apenas a pessoas vivas, a honraria nasceu em nome do químico e inventor Alfred Nobel (1833–1896). Em vida, o sueco ficou famoso por inventar a dinamite. Curiosamente, no testamento que escreveu pouco antes de morrer por uma hemorragia cerebral aos 63 anos, Nobel pediu que 94% de sua fortuna fosse destinada à criação de um fundo que premiasse iniciativas que ajudem a humanidade. Esse pedido foi cumprido e segue vivo desde 1901. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Até o meio do século 20, somente "políticos ativos que procuravam promover a paz internacional, a estabilidade e a justiça por meio da diplomacia e de acordos internacionais" poderiam vencer a categoria paz da premiação. Após a Segunda Guerra Mundial, as regras foram se tornando mais flexíveis, passando a reconhecer organizações e pessoas que lutam por democracia, direitos humanos e no combate a mudanças climáticas. Segundo a justificativa oficial para o prêmio 2025: A última vencedora foi María Corina Machado, líder opositora ao regime chavista na Venezuela, por seu trabalho em busca da liberdade e eleições no país. 2024: A organização japonesa Nihon Hidankyo, que atua pela abolição das armas nucleares e reúne sobreviventes das bombas de Hiroshima e de Nagasaki 2023: A ativista iraniana Narges Mohammadi, pela luta contra a opressão das mulheres e por promover os direitos humanos e a liberdade para todos 2022: O ativista da Belarus Ales Bialiatski, o´Memorial, grupo de direitos humanos da Rússia, e o Centro para Liberdades Civis da Ucrânia, por demonstrarem a importância da sociedade civil para a paz e a democracia 2021: Os jornalistas Maria Ressa (filipina) e Dmitri Muratov (russo), pela defesa que fazem da liberdade de expressão, pré-requisito para a democracia e a paz duradoura 2020: Programa Mundial de Alimentos (PMA), por atuar como uma força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como arma de guerra e conflito 2019: O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, que assinou acordo de paz que pôs fim a duas décadas de hostilidades com a Eritreia 2018: O congolês Denis Mukwege e a iraquiana Nadia Murad, que denunciaram o uso da violência sexual como arma de guerra 2017: Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican), por chamar a atenção para o risco desses artefatos 2016: Juan Manuel Santos, então presidente da Colômbia, pelo acordo de paz assinado com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) 2015: Quarteto para o Diálogo Nacional da Tunísia, pela contribuição decisiva na construção de uma sociedade plural no país 2014: A paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi, premiados pela defesa dos direitos das crianças e à educação 2013: Organização para a Proibição de Armas Químicas, sediada na Holanda, por sua defesa da proibição de armas químicas 2012: A União Europeia, por mais de seis décadas promovendo os direitos humanos e a paz na Europa 2011: As liberianas Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkol Karman, pela luta não violenta por segurança das mulheres e por seu direito de participação plena em processos de paz 2010: Liu Xiaobo, ativista chinês, premiado por sua luta longa e não violenta pelos direitos humanos em seu país 2009: Barack Obama, então presidente dos EUA, reconhecido por reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre as pessoas 2008: Martti Ahtisaari, diplomata e ex-presidente da Finlândia, por seu trabalho na resolução de conflitos em vários continentes 2007: Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), pelo trabalho para disseminar informações sobre os problemas ambientais 2006: O bengali Muhammad Yunus e o Grameen Bank, pelo trabalho para aumentar o desenvolvimento econômico para pessoas pobres na Índia e em Bangladesh 2005: Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o egípcio Mohamed El Baradei, por seus esforços para evitar que a energia nuclear seja usada para fins militares e para garantir que a energia nuclear para fins pacíficos seja usada da maneira mais segura possível 2004: Wangari Maathai, ativista do Quênia, pela contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz 2003: Shrin Ebadi, primeira juíza do Irã, por sua defesa dos direitos de mulheres e crianças 2002: O ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, por suas décadas de esforços para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais 2001: A ONU e seu então secretário-geral, o ganês Kofi Annan, pela busca de um mundo mais pacífico 2000: Kim Dae-Jung, presidente da Coreia do Sul, por seu esforço para buscar a paz com a Coreia do Norte 1999: Médicos sem Fronteiras, pelo trabalho humanitário pioneiro 1998: Os norte-irlandeses John Hume e David Trimble, pelo esforço para conseguir a paz entre as Irlandas 1997: A ativista americana Jody Williams e a ICBL (Campanha Internacional para Banir Minas Terrrestres), por seu trabalho contra esse tipo de armadilha 1996: O bispo Carlos Ximenes e o político José Ramos-Horta, por seus trabalhos para o acordo de paz no Timor Leste 1995: Joseph Rotblat, físico britânico, por seu esforço para eliminar as armas nucleares no mundo 1994: Yasser Arafat, então líder palestino, Shimon Peres, então ministro das Relações Exteriores de Israel, e o então premiê israelense Yitzhak Rabin, pelos esforços em busca da paz no Oriente Médio 1993: Nelson Mandela e Frederik Willem de Klerk, pelo trabalho para o fim do Apartheid na África do Sul 1992: A guatemalteca Rigoberta Menchú Tum, por sua luta pela justiça social e a reconciliação etno-cultural a partir do respeito aos direitos dos povos indígenas 1991: A política birmanesa Aung San Suu Kyi, por sua luta não violenta pela democracia e pelos direitos humanos 1990: O político russo Mikhail Gorbachov, pelo papel de liderança que desempenhou nas mudanças radicais nas relações Leste-Oeste 1989: O 14º dalai-lama, o tibetano Tenzin Gyatso, por defender soluções pacíficas baseadas na tolerância e no respeito mútuo, a fim de preservar o patrimônio histórico e cultural de seu povo 1988: As Forças de Manutenção da Paz das Nações Unidas, por prevenir confrontos armados e criar condições para negociações 1987: O presidente da Costa Rica, Oscar Arias Sánchez, por seu trabalho pela paz duradoura na América Central 1986: O autor da Romênia, Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto, por ser um mensageiro para a humanidade em prol da paz, da expiação e da dignidade 1985: Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear, por divulgar informações confiáveis e por criar consciência das consequências catastróficas da guerra nuclear 1984: O bispo anglicano Desmond Mpilo Tutu, por seu papel como líder unificador na campanha não violenta para resolver o problema do apartheid na África do Sul 1983: O político Lech Walesa, pela luta não violenta, pelos sindicatos livres e pelos direitos humanos na Polônia 1982: A parlamentar sueca, Alva Myrdal, e o diplomata do México, Alfonso García Robles, pelo trabalho em prol do desarmamento e das zonas nucleares e livres de armas 1981: O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), pela promoção dos direitos fundamentais dos refugiados 1980: O ativista da Argentina, Adolfo Pérez Esquivel, por ser fonte de inspiração para as pessoas reprimidas, especialmente na América Latina 1979: A religiosa da Macedônia, Madre Teresa, por seu trabalho para ajudar a humanidade sofredora 1978: Os políticos Mohamed Anwar al-Sadat, presidente do Egito, e Menachem Begin, premiê de Israel, por terem negociado a paz conjuntamente entre os dois países 1977: Anistia Internacional, devido a sua luta pelos direitos humanos 1976: As ativistas Betty Williams e Mairead Corrigan, pelos esforços em fundar um movimento para pôr fim ao violento conflito na Irlanda do Norte 1975: O físico Andrei Dmitrievich Sakharov, por sua luta pelos direitos humanos na União Soviética, pelo desarmamento e pela cooperação entre as nações 1974: O francês Seán MacBride, cofundador da Anisita Internacional, por seus esforços para garantir e desenvolver os direitos humanos em todo o mundo; e o premiê japonês Eisaku Sato, por sua contribuição para estabilizar as condições na área do Pacífico e pela assinatura do Tratado de Não-Proliferação Nuclear 1973: O secretário de Estado americano Henry A. Kissinger e o vietnamita Le Duc Tho, por terem negociado em conjunto um cessar-fogo no Vietnã; o segundo declinou do prêmio 1971: O primeiro-ministro alemão Willy Brandt, por abrir o caminho para um diálogo significativo entre o Oriente e o Ocidente 1970: O engenheiro agrônomo americano Norman E. Borlaug, por ter contribuído para a "revolução verde" 1969: Organização Internacional do Trabalho, pela criação de legislação internacional que assegure certas normas para as condições de trabalho em todos os países 1968: O jurista francês René Cassin, por sua luta para garantir os direitos do homem conforme estipulado na Declaração da ONU 1965: Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pelos seus esforços para aumentar a solidariedade entre as nações 1964: O pastor e ativista americano Martin Luther King Jr., por sua luta não violenta pelos direitos civis da população afro-americana 1963: Comitê Internacional da Cruz Vermelha e Liga das Sociedades da Cruz Vermelha, por promoverem os princípios da Convenção de Genebra e a cooperação com a ONU 1962: O cientista americano Linus Carl Pauling, por sua luta contra a corrida armamentista nuclear entre o Oriente e o Ocidente 1961: O sueco Dag Hammarskjöld, secretário-geral da ONU, por fazer das Nações Unidas uma organização internacional eficaz e construtiva 1960: O ativista e político de Zimbábue, Albert John Lutuli, por sua luta não violenta contra o apartheid na África do Sul 1959: O diplomata britânico Philip J. Noel-Baker, por sua contribuição para o desarmamento e paz 1958: O religioso da Bélgica, Georges Pire, por seus esforços para ajudar os refugiados a retornar a uma vida de liberdade e dignidade 1957: O primeiro-ministro do Canadá, Lester Bowles Pearson, por sua contribuição crucial para o desdobramento de uma Força de Emergência das Nações Unidas após a Crise de Suez 1954: Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), por fornecer ajuda e proteção aos refugiados em todo o mundo 1953: O secretário da Defesa dos EUA, George Catlett Marshall, por propor e supervisionar o plano de recuperação econômica da Europa 1952: O filósofo de origem alemã Albert Schweitzer, por seu altruísmo, reverência pela vida e trabalho humanitário 1951: O líder sindicalista e diplomata francês Léon Jouhaux, por ter dedicado sua vida à luta contra a guerra por meio da promoção da justiça social 1950: O diplomata americano Ralph Bunche, por seu trabalho como mediador na Palestina em 1948-1949 1949: O biólogo e político escocês Lord John Boyd Orr de Brechin por seu esforço ao longo da vida para vencer a fome 1947: Comitê de Serviço de Amigos (Quaker), por seu trabalho pioneiro no movimento internacional pela paz 1946: A socióloga e pacifista americana Emily Greene Balch, por seu trabalho pela paz, e o religioso americano John Raleigh Mott, por contribuir para uma fraternidade religiosa promotora da paz 1945: O secretário de Estado americano Cordell Hull, por seu papel fundamental no estabelecimento das Nações Unidas 1944: Cruz Vermelha, pelo trabalho que realizou durante a guerra em nome da humanidade 1938: Escritório Internacional de Nansen para Refugiados, pelo trabalho em benefício dos refugiados de toda a Europa 1937: O político de diplomata britânico Robert Cecil, por seu apoio à Liga das Nações 1936: O chanceler argentino Carlos Saavedra Lamas, por seu papel como pai do Pacto Antiguerra argentino de 1933, que também foi usado como meio de mediar a paz entre o Paraguai e a Bolívia em 1935 1935: O escritor e jornalista alemão Carl von Ossietzky, por seu amor pela liberdade de pensamento e expressão 1934: O político e diplomata britânico Arthur Henderson, por seus esforços como Presidente da Conferência de Desarmamento da Liga das Nações 1933: O escritor britânico Ralph Lane, por fazer um apelo convincente pela paz e cooperação internacional 1931: A ativista Jane Addams e o pedagogo e político Nicholas Murray Butler, ambos americanos, por seus esforços para reviver o ideal de paz 1930: O bispo sueco Nathan Söderblom, por promover a unidade cristã 1929: O secretário de Estado americano Frank Billings Kellogg, por seu papel na concretização do Pacto Briand-Kellogg 1927: Os acadêmicos e políticos Ferdinand Buisson (francês) e Ludwig Quidde (alemão), pela contribuição para o surgimento em seus países de uma opinião pública que favorece a cooperação internacional pacífica 1926: Os chanceleres Aristide Briand (francês) e Gustav Stresemann (alemão), pelos papéis na concretização do Tratado de Locarno 1925: O político britânico sir Austen Chamberlain, por seu papel em concretizar o Tratado de Locarno, e o vice-presidente dos EUA Charles Gates Dawes, pela direção do Plano Dawes 1922: O cientista e político norueguês Fridtjof Nansen, pelo papel de líder na repatriação de prisioneiros de guerra 1921: Os políticos Karl Hjalmar Branting (sueco) e Christian Lous Lange (norueguês), por suas contribuições para o "internacionalismo organizado" 1920: O primeiro-ministro francês Léon Victor Auguste Bourgeois, por seu papel no estabelecimento da Liga das Nações 1919: O presidente dos EUA Thomas Woodrow Wilson, por seu papel como fundador da Liga das Nações 1917: Cruz Vermelha, por cuidar dos soldados feridos, além de prisioneiros de guerra e suas famílias 1913: O jurista belga Henri La Fontaine, por sua contribuição pelo internacionalismo pacífico 1912: O secretário de Estado americano Elihu Root, por trazer um melhor entendimento entre os países da América do Norte e do Sul 1911: O jurista holandês Tobias Michael Carel Asser, pelo pioneirismo nas relações jurídicas internacionais, e o escritor austríaco Alfred Hermann Fried, por combater a anarquia nas relações internacionais 1910: Bureau Permanente da Paz Internacional, por atuar como um elo entre as sociedades de paz dos vários países 1909: O primeiro-ministro belga Auguste Beernaert e o político e diplomata francês Paul de Constant, por suas posições no movimento internacional pela paz 1908: Os políticos Klas Pontus Arnoldson (sueco) e Fredrik Bajer (dinamarquês), por serem líderes na luta pela paz 1907: O jornalista italiano Ernesto Teodoro Moneta, por seu trabalho para um entendimento entre a França e a Itália, e o acadêmico francês Louis Renault pela sua influência na condução das Conferências de Haia e Genebra 1906: O presidente dos EUA Theodore Roosevelt, por seu papel em pôr fim à sangrenta guerra travada entre o Japão e a Rússia 1905: A escritora tcheca Bertha von Suttner, por sua coragem em se opor aos horrores da guerra 1904: Instituto de Direito Internacional, por tornar as leis de guerra mais humanas 1903: O político britânico William Randal Cremer, pelo esforço em favor das ideias de paz 1902: O jornalista e diplomata Élie Ducommun, pela direção do Bureau da Paz, e o advogado Charles Albert Gobat, também suíço, pela administração da União Interparlamentar 1901: O filantropo suíço Jean Henry Dunant, por seus esforços humanitários para ajudar soldados feridos ao cofundar a Cruz Vermelha, e o político francês Frédéric Passy, pela defesa da diplomacia * Não houve premiação em 19 ocasiões: 1972, 1967, 1966, 1956, 1955, 1948, 1943, 1942, 1941, 1940, 1939, 1932, 1928, 1924, 1923, 1918, 1916, 1915, 1914

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