A médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes lida com a morte faz tantos anos que aprendeu muitas lições sobre a vida. E uma delas é que o futuro não existe, então é melhor aproveitar o presente. A reflexão surgiu em live recente realizada pela CasaFolha, o streaming de conhecimento da Folha. Ana Claudia foi questionada por dois assinantes da plataforma que queriam saber como a consciência da finitude impacta a nossa vida e pode ajudar a valorizar o tempo. "Para você valorizar o tempo, é só você pensar que ele acaba. É igual você ter um dinheiro no banco que precisa ser suficiente para toda a sua vida. Não tem cheque especial do tempo, não tem investimento do tempo, não tem nada que você possa fazer com o tempo que não seja usar ele de uma maneira inteligente", afirmou a autora do best-seller "A Morte É Um Dia que Vale a Pena Viver", entre outros livros. Esse exercício, contudo, não é tão fácil quanto parece, como ela explicou durante o encontro ao vivo, que agora está disponível sob demanda na CasaFolha, junto com o curso "A morte é um dia que vale a pena viver". Formada pela USP, com residência em geriatria, pós-graduação em psicologia e especialização em cuidados paliativos, Ana Claudia argumentou que é da nossa natureza querer viver e que, por isso, temos dificuldade de aceitar que a vida tem um fim. O segredo, diz a médica, é lapidar essa noção primitiva com a lucidez necessária para entender que a vida acaba. E uma das consequências desse raciocínio é parar de adiar o que se pretende fazer. "Existe um mundo mágico chamado futuro, onde você coloca tudo de mais incrível que você quer que aconteça na sua vida. Só que é como se adultos acreditassem em Papai Noel, porque o futuro é um lugar que não existe", ponderou. Lembrando que não temos controle sobre o que acontece na nossa vida, ela recomenda que, tanto quanto possível, paremos de deixar para depois o que é possível fazer agora. "A forma mais inteligente é você trazer para o momento presente o que é possível trazer. Não vou deixar para quando eu me aposentar." Ela dá dois exemplos: quem quer ter bisnetos não tem escolha, a não ser esperar; mas quem quer tocar piano com destreza pode começar a estudar o quanto antes. Para assistir aos cursos e participar das lives do streaming, é preciso ser assinante da CasaFolha. É possível se vincular à plataforma pelo endereço casafolhasp.com.br/assine. A assinatura, com desconto promocional de 67%, sai por R$ 19,90 por mês no plano anual (R$ 59,90 sem a promoção) e inclui acesso ilimitado a todas as notícias da Folha no site e no aplicativo para celular e tablet. Quem já é assinante da Folha não precisa de uma nova assinatura. Basta fazer o upgrade por R$ 10 adicionais no plano do jornal em casafolhasp.com.br/upgrade. Ao todo, a CasaFolha já tem 42 cursos exclusivos comandados por grandes personalidades em diferentes áreas, como a Monja Coen, que fala sobre meditação, o cineasta José Padilha, que aborda a arte de contar histórias, e o astrônomo Marcelo Gleiser, que explica os "Mistérios do Universo: Big Bang, multiverso e outras teorias". Além disso, novos conteúdos são incluídos todos os meses. Em novembro, por exemplo, no dia 26, estreia um curso da sexóloga e psicóloga Laura Muller, no qual ela discutirá sexo, desejo e prazer ao longo da vida. Na mesma data, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que ensina o potencial do cérebro em curso na CasaFolha, participará de uma live para tirar dúvidas dos assinantes.
O futuro n�o existe, ent�o � melhor viver o presente, diz Ana Quintana Arantes na CasaFolha
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