A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, informou nesta sexta-feira (24) que está solicitando uma liminar a um tribunal dos EUA para bloquear imediatamente os anúncios de medicamentos para obesidade e diabetes da Eli Lilly: Zepbound e Mounjaro. A medida ocorre três dias após a farmacêutica dinamarquesa entrar com uma ação contra a concorrente, argumentando que os consumidores estavam sendo induzidos ao erro com a comparação entre os produtos das duas empresas veiculada em propagandas. Na ocasião, a Novo Nordisk já havia alertado que buscaria uma liminar caso o grupo norte-americano não retirasse voluntariamente os anúncios. Nesta sexta-feira, a Eli Lilly negou qualquer irregularidade, afirmando que mantém sua posição em relação à publicidade e que se defenderia vigorosamente.As duas farmacêuticas disputam o domínio do mercado de medicamentos para obesidade, que, segundo analistas, deve valer mais de US$ 100 bilhões até o final da década apenas nos Estados Unidos. A criadora do Ozempic afirmou em comunicado nesta sexta-feira que os anúncios da Lilly se baseiam em "estudos desatualizados", dando a falsa impressão de que os medicamentos da empresa norte-americana são amplamente superiores. "A Novo Nordisk está buscando uma liminar com caráter de urgência para garantir que as pessoas tenham acesso a uma visão precisa e completa dos tratamentos disponíveis atualmente", afirmou.A ação judicial da Novo Nordisk alega que a concorrente violou as leis contra propaganda enganosa e concorrência desleal por meio de suas campanhas para o Zepbound e o Mounjaro. A Novo alegou que a Lilly comparou as doses mais altas aprovadas dos dois medicamentos com doses mais baixas do Wegovy e do Ozempic, omitindo versões mais recentes e com doses mais altas dos medicamentos da Novo que, segundo ela, proporcionam maior perda de peso. "A Novo Nordisk nunca testou suas doses mais altas de semaglutida contra os medicamentos à base de tirzepatida da Lilly em nenhum ensaio clínico; em vez disso, está usando uma ação judicial para promover comparações que nunca colocou à prova", afirmou um porta-voz da Eli Lilly à Reuters na sexta-feira. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. A ação judicial desta sexta-feira busca uma liminar permanente exigindo que a empresa norte-americana retire as campanhas e realize publicidade corretiva. "O que isso mostra, na minha perspectiva, é que a Novo está adotando uma postura mais agressiva na gestão de seus negócios; eles não vão simplesmente deixar a Lilly dizer o que bem entender", afirmou Evan Seigerman, analista do BMO.
Novo Nordisk pede liminar para impedir imediatamente an�ncios de Mounjaro da Eli Lilly
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