A concessão do Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay, anunciada nesta sexta-feira (9), foi celebrada por órgãos internacionais como as Nações Unidas e o Tribunal Penal Internacional, onde ela atuou por anos. Por outro lado, a escolha por criticada por Israel, uma vez que a laureada liderou uma comissão que concluiu que o governo de Binyamin Netanyahu havia cometido genocídio contra os palestinos. Tel Aviv nega as acusações e, na época, classificou o documento como escandaloso. Após o anúncio do comitê Nobel, o país afirmou que a entrega do prêmio a Pillay legitima o "ódio anti-Israel". O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, parabenizou Pillay pela distinção. O chefe do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que o prêmio representa uma vitória coletiva para os direitos humanos e para todos aqueles que buscam justiça e responsabilização. Türk, que trabalhou em estreita colaboração com Pillay durante o mandato dela como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, de 2008 a 2014, descreveu a premiada como "a personificação do direito internacional". O Tribunal Penal Internacional, onde Pillay atuou como juíza, também comemorou a decisão. Para a presidente da corte, Tomoko Akane, o Nobel é um reconhecimento importante do papel vital da justiça internacional como pilar de uma paz duradoura. Akane destacou que, em um momento de profundos desafios à ordem jurídica internacional e ao Estado de Direito, o reconhecimento assume um significado especial.
Nobel da Paz a Navi Pillay � celebrado por ONU e criticado por Israel; veja repercuss�o
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