Nobar � a resposta certa quando a pergunta for aonde ir para comer bem, de acordo com j�ri da Folha

Nobar � a resposta certa quando a pergunta for aonde ir para comer bem, de acordo com j�ri da Folha

A língua portuguesa não é fácil. Muita gente fala que vai no bar, construção errada, em vez de dizer que vai ao bar. Só que, quando perguntam aonde ir para comer bem, a resposta pode ser NoBar. Esse é o nome do bar considerado o melhor para comer pelo júri da Folha. Uma visita em pleno feriado de 1º de Maio mostra que o público parece concordar com os jurados. No meio da tarde, todas as mesas internas e externas estavam lotadas na unidade da rua da Consolação (há mais uma, perto, na rua Guarará, também nos Jardins). A espera para conseguir lugar vale a pena. O quiabo, ingrediente da ótima combinação com pasta de berinjela assada, coalhada e uma linguiça bem condimentada chamada merguez (R$ 45), poderia estar mais grelhado. O torresmo (R$ 45), em alguns pedaços, também poderia ter ficado um pouco mais no fogo. A pele estava seca e crocante, mas a gordura nem sempre. O bolinho de arroz (R$ 31) veio no ponto certo de fritura, tempero e recheio (queijo meia-cura e gorgonzola). A lista do que comer é extensa, com o que se espera de um bar tradicional e também com receitas menos usuais, algumas veganas. As porções, por exemplo, incluem o quase obrigatório, como coxinhas de frango (R$ 33, cinco unidades), croquetes de carne (R$ 37), bolinhos de bacalhau (R$ 39, quatro), pastéis (R$ 43 por seis, de queijo, de carne ou metade de cada sabor), mas também bolinhos de abóbora (R$ 33, quatro unidades) feitos com cabotiá e cogumelos. Porque nem só para comer se vai a um bar (ou NoBar), cai bem pedir uma caipirinha (bem boa, um tanto cara, R$ 49 pelo tamanho duplo da tradicional, de limão com cachaça) ou um chope Brahma gelado e bem tirado, que garçons servem bem rápido (R$ 13,90). Entre os coquetéis, o fitzgerald (R$ 39) foi uma surpresa: veio na conta, mas não foi pedido nem servido. Por outro lado, houve uma surpresa positiva nos talheres, pesados, de boa pega, diferentes dos oferecidos em muitos bares da cidade. NOBAR R. da Consolação, 3.161, Cerqueira César, região oeste. @nobar.sp

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