Uma mulher de 43 anos morreu de febre maculosa em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O óbito ocorreu em março, mas só foi divulgado agora. Em 2025, não houve casos da doença no município. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Bernardo, a vítima não procurou atendimento médico e a causa foi identificada após a morte. Na época, o Departamento de Vigilância Epidemiológica, a Divisão de Veterinária e o Controle de Zoonoses realizaram a busca por carrapatos contaminados e aplicação de pesticidas para combate perto do provável local de infecção. A rede de saúde foi orientada e capacitada sobre sinais e sintomas para detecção precoce. A Secretaria de Saúde de São Bernardo orienta que os moradores tenham cuidados com a circulação de animais e pets domésticos, pois a contaminação ocorre quando eles frequentam área de mata. É importante verificar a presença de carrapatos nos animais e usar repelentes ao entrar em mata fechada. Se alguém for picado e apresentar sintomas como febre alta e súbita, dores intensas de cabeça e musculares, deve buscar atendimento médico rápido. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, em 2026, foram confirmados 19 casos de febre maculosa e 18 mortes. A taxa de letalidade, que geralmente é alta, está em cerca de 94,7%. Entre os casos confirmados, os locais prováveis de infecção foram identificados nas regiões dos GVE (Grupos de Vigilância Epidemiológica) de Piracicaba, com três ocorrências; Campinas, com cinco; Sorocaba, com três; Santo André e São José dos Campos, com um cada. As mortes ocorreram nas regiões abrangidas pelo GVE de Piracicaba e Sorocaba, com três registros cada; Campinas, com quatro; Santo André e São José dos Campos, com um cada. Os demais casos e óbitos seguem com o local provável de infecção em investigação. A febre maculosa é uma doença infecciosa e febril aguda causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida por carrapatos das espécies Amblyomma sculptum e Amblyomma cajennense conhecidos popularmente como carrapato-estrela, carrapato de cavalo ou rodoleiro. Os principais sintomas são febre de início súbito; dor de cabeça, no corpo e nas articulações; fraqueza extrema, cansaço ou falta de energia; erupção cutânea que começa entre o terceiro e o quinto dia de doença —surge em punhos e tornozelos, e se espalha para todo o corpo incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Procure atendimento médico imediatamente e informar ao profissional de saúde sobre o contato ou permanência em áreas de risco. O início precoce do tratamento aumenta as chances de cura. Cuide-se Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar A doxiciclina é o antimicrobiano indicado para todo caso suspeito de febre maculosa, independentemente da gravidade ou da faixa etária. Em princípio, o tratamento dura sete dias, mas pode ser interrompido após 48 a 72 horas na ausência de febre, com avaliação médica criteriosa e individualizada. A segunda opção é o cloranfenicol —na falta de doxiciclina ou se o paciente apresentar intolerância incontornável. Evite áreas infestadas por carrapatos, utilize botas, blusas com mangas e calças compridas ao circular em áreas de risco. Inspecione a pele regularmente para remover carrapatos, sem esmagá-los com as unhas.
Mulher morre por febre maculosa em S�o Bernardo do Campo (SP)
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