Mortes: Foi pioneira do direito processual civil brasileiro

Mortes: Foi pioneira do direito processual civil brasileiro

Thereza Celina Diniz de Arruda Alvim dedicou a vida ao direito e tornou-se reconhecida e celebrada por isso. Foi precursora no direito processual civil brasileiro. Nascida em 14 de dezembro de 1935, se formou em direito na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em 1959. Iniciou a carreira no ano seguinte, quando fundou com o marido, José Manoel de Arruda Alvim Netto, o escritório Arruda Alvim & Thereza Alvim, no Jardim América, na capital paulista. Permaneceu vinculada à PUC, onde obteve doutorado, por toda a vida. Deu aulas de direito processual civil, nos cursos de graduação, mestrado e doutorado. Foi a responsável pela fundação do programa de mestrado e doutorado da instituição. Autora de obras de referência, como "Questões Prévias e os Limites Objetivos da Coisa Julgada" e "O Direito Processual de Estar em Juízo", além de inúmeros estudos publicados no país e no exterior, é reconhecida por sua inestimável contribuição para o desenvolvimento do direito processual brasileiro. Foi assessora jurídica do reitor da PUC-SP, consultora jurídica da reitoria da USP, consultora da Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo e procuradora do estado de São Paulo. Thereza recebeu, em 2017, o colar do mérito judiciário do TJ-SP em reconhecimento à sua trajetória única. "Construiu carreira ímpar, marcada pela sua inigualável capacidade de defender os direitos de seus clientes, ensinar com profundidade seus milhares de alunos e alunas e de formar inúmeras gerações de juristas", afirmou por nota o escritório de Thereza. Abriu caminhos e tornou-se referência no mundo jurídico em uma época em que as mulheres tinham de enfrentar muitas barreiras e dificuldades para criar uma carreira. Thereza conseguiu se destacar nas duas carreiras: de professora e de advogada. No início do ano, em homenagem realizada à advogada, a ministra Nancy Andrighi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), destacou a sua trajetória de pioneirismo e excelência jurídica. "O seu maior legado para nós, mulheres, é a demonstração de que a sensibilidade e a firmeza não são excludentes. Thereza abriu o caminho para que hoje pudéssemos ter congressos inteiros de mulheres processualistas", disse. Thereza morreu na noite de quinta-feira (23), no Hospital Israelita Albert Einstein, aos 90 anos. A causa da morte não foi informada. José Simão, professor de direito cvil da Faculdade de Direito da USP, lamentou a morte. "A morte da professora Thereza é para mim uma profunda tristeza. São essas pessoas que vão nos deixando e o mundo perde parte de seu encanto", afirmou. Diversos órgãos, como a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) seccional São Paulo, o IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo), a PUC-SP, entre outros, emitiram nota de pesar. Thereza era viúva, deixa os filhos Eduardo Arruda Alvim e Teresa Arruda Alvim, quatro netos e uma bisneta. coluna.obituario@grupofolha.com.br Veja os anúncios de mortes Veja os anúncios de missas

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.