O número de mortos na colisão entre dois trens em Toledo, no centro da Espanha, subiu para 69 nesta quinta-feira (29), enquanto equipes de resgate ainda vasculham vagões retorcidos em busca de vítimas. Este é o segundo acidente fatal com trens de alta velocidade na Espanha neste ano. Entre os feridos, 57 permaneciam hospitalizados, segundo as autoridades. Guindastes trabalharam durante toda a noite para remover partes dos destroços do acidente de quarta-feira (28). Equipes de emergência foram vistas retirando de um dos trens o que parecia ser um corpo envolto em um cobertor. "Não acreditamos que possa haver mais vítimas fatais sob esse vagão, mas digo isso com cautela", afirmou o chefe do governo regional, Emiliano Garcia-Page. Enquanto isso, maquinistas espanhóis mantiveram uma greve planejada antes do incidente para reivindicar mais investimentos na segurança ferroviária. "Continuaremos exigindo as medidas necessárias para que este setor volte a ser seguro. Ele precisa contar com todos os sistemas de segurança necessários para manter os padrões de qualidade que sempre tivemos", disse Diego Martín, do sindicato dos maquinistas (Semaf). "Não podemos tolerar, em hipótese alguma, que esse tipo de incidente volte a acontecer. Todos devem poder viajar sem o risco de sofrer um acidente como este", acrescentou ele, na estação ferroviária de Atocha, em Madri. O acidente, ocorrido após outra colisão fatal em janeiro envolvendo as mesmas empresas ferroviárias e na mesma linha férrea, também desorganizou a campanha para a eleição antecipada de 29 de novembro, levando os líderes dos dois principais partidos espanhóis a suspender seus eventos de campanha. O governo da Espanha decretou três dias de luto nacional pelas vítimas do acidente, que, segundo o ministro dos Transportes, Oscar Puente, ocorreu depois que vários trens pararam devido a uma falha de sinalização. Um trem da estatal Renfe foi então autorizado a seguir viagem em velocidade normal, apesar de haver à frente outro trem operado pela Iryo, disse Puente na quarta-feira. Os sindicatos já atribuíram o acidente à falta de recursos e de disposição para melhorar a segurança, afirmando que as negociações iniciadas após o acidente de janeiro foram abandonadas em abril. O governo, por sua vez, declarou que a decisão de autorizar o trem da Renfe a prosseguir viagem foi "inexplicável". O papa Leão 14 enviou condolências às famílias das vítimas, desejou rápida recuperação aos feridos e transmitiu apoio e conforto a todos os afetados, informou o Vaticano. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O acidente desencadeou uma grande operação que envolveu a mobilização de mais de 800 militares e policiais, mais de 200 veículos, 3 helicópteros, 1 posto de comando móvel, drones, unidades montadas e cães farejadores, de acordo com o Ministério do Interior da Espanha. Com o início das investigações, um juiz de Toledo proibiu o acesso ao local do acidente de qualquer pessoa que não estivesse envolvida em trabalhos de emergência, segurança, saúde ou judiciais, estabelecendo uma zona de exclusão de 2 km nos dois sentidos ao longo da linha ferroviária de alta velocidade Madri-Sevilha. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que viajou a Toledo para participar de uma reunião destinada a acompanhar e coordenar a resposta à emergência, afirmou que as autoridades trabalhavam "dia e noite" para apoiar as vítimas e suas famílias e "esclarecer até o último detalhe desta tragédia". Enquanto isso, Alberto Nuñez Feijoo, líder do Partido Popular (PP), da oposição de direita, atualmente à frente nas pesquisas, visitaria a cidade de Urda, onde moradores se mobilizaram rapidamente para ajudar nos trabalhos de resgate após o acidente. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha informou que, de acordo com os dados disponíveis até o momento, 42 cidadãos estrangeiros de 7 países estavam envolvidos no acidente; 1 deles morreu e pelo menos 7 ficaram feridos. O acidente de quarta-feira tornou mais urgente o debate sobre a segurança das ferrovias espanholas, a maior malha da Europa e, até recentemente, motivo de orgulho no país. Os maquinistas manteriam a greve para reivindicar mudanças estruturais na segurança ferroviária, informou o Semaf, acrescentando que estudava novas medidas. A Renfe afirmou que a greve causou transtornos significativos aos serviços ferroviários e acrescentou que os passageiros poderiam alterar ou cancelar gratuitamente suas passagens e seriam notificados sobre os serviços afetados. Os piores acidentes ferroviários da Espanha desde os anos 1970 Local Data Mortes Cuervo (Sevilha) Julho de 1972 86 Angrois, Santiago de Compostela (Corunha) Julho de 2013 80 Adamuz (Córdoba) Janeiro de 2026 46 Valência (Xirivella) Setembro de 1980 27 Corbera de Llobregat (Barcelona) Fevereiro de 1977 22 Chinchilla (Albacete) Junho de 2003 19 Uharte-Arakil (Navarra) Março de 1997 18 Fonte do gráfico: El País
Mortes em colis�o de trens na Espanha sobem para 69; equipes buscam v�timas
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.