MIS exibe 'Sir�t', de Oliver Laxe, com debate no Ciclo de Cinema e Psican�lise

MIS exibe 'Sir�t', de Oliver Laxe, com debate no Ciclo de Cinema e Psican�lise

Na terça-feira (10), às 19h, o Museu da Imagem e do Som (MIS) exibe o filme "Sirât", do diretor franco-espanhol Oliver Laxe, que acompanha a jornada de um pai em busca da filha desaparecida no deserto do Marrocos. A sessão integra o Ciclo de Cinema e Psicanálise, parceria entre a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e o MIS, com apoio da Folha. O debate, após a exibição, reúne o editor da homepage da Folha Daigo Oliva e o psicanalista Pedro Colli, autor dos livros "Uma Flor Nasceu na Rua!" e "O Mal-Estar na Civilização Digital", publicados pela editora Blucher. A mediação é da psicanalista Luciana Saddi. O encontro acontece no auditório do MIS, na avenida Europa, 158, no Jardim Europa. Os ingressos, gratuitos, podem ser retirados na bilheteria do museu, com uma hora de antecedência. Na trama, Luis, personagem de Sergi López, atravessa o Saara ao lado do filho, Esteban, à procura da filha, que desapareceu meses antes. Em uma festa de música eletrônica no deserto, pai e filho conhecem um grupo de jovens viajantes que percorre a região de rave em rave. Sem notícias da moça, decidem seguir com eles em uma jornada que logo se transforma em uma luta pela sobrevivência. O que começa como um road movie ganha contornos inesperados. A paisagem, ao mesmo tempo grandiosa e hostil, impõe aos personagens uma experiência radical, em que os caminhos se tornam cada vez mais difíceis e as certezas desaparecem. Aos poucos, as diferenças entre o pai e o grupo dão lugar a uma aproximação construída para enfrentar juntos as adversidades. Vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes do ano passado, e e indicado a duas categorias do Oscar deste ano —melhor som e melhor filme internacional, representando a Espanha—, "Sirât" também estabelece um diálogo com as inquietações do presente. A presença de forças militares no deserto, a ameaça de conflitos e a fragilidade das relações humanas fazem da travessia uma espécie de alegoria de um mundo em crise, atravessado por guerras, desgaste econômico e mudanças climáticas. "Seremos obrigados a questionar o que é ser humano, especialmente diante da crise climática e das novas tecnologias", afirmou o Laxe à Folha. A jornada dos personagens, nesse sentido, também é uma busca por si mesmos e pelos limites da própria existência. O título faz referência à palavra árabe "sirât", associada, na tradição islâmica, à ponte que deve ser atravessada sobre o inferno antes do julgamento final.

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