Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) defendem que o ministro Alexandre de Moraes paute a ação que prevê a redução da pena de Jair Bolsonaro para ser julgada o mais breve possível pelo plenário da Corte. Caso aprovada definitivamente pelo tribunal, que julgará sua constitucionalidade, o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado despencaria de sete anos para cerca de 2 anos e 3 meses, de acordo com o cálculo de juízes e advogados. Como ele já cumpriu quase um ano da pena em regime fechado, poderia ser libertado no fim de 2027. De acordo com três magistrados ouvidos pela coluna, a iniciativa do STF serviria para diminuir a tensão com o novo Senado, que a partir do próximo ano terá ampla maioria bolsonarista: pelo menos 49 parlamentares defendem claramente o impeachment de ministros do Supremo. A aplicação de novas regras de cumprimento da pena definiria um horizonte para o fim da prisão de Bolsonaro em regime fechado e, por outro lado, esvaziaria propostas que preveem anistia para os crimes que ele cometeu. O STF já decidiu, em votações anteriores, que crimes contra a democracia não podem ser anistiados. Magistrados do STF ouvidos pela coluna dizem que o tema deve ser enfrentado definitivamente já que a chamada Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) foi aprovada em dezembro de 2025 pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e até hoje não foi aplicada. A regra foi suspensa em maio por Alexandre de Moraes sob o argumento de que o plenário do STF deveria julgar o mérito das ações de inconstucionalidade que questionam a nova norma antes que ela de fato passasse a ser considerada para a redução das penas. O ministro, no entanto, deixou o assunto até agora na gaveta. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Ministros do STF defendem que Alexandre paute redu��o de pena para soltar Bolsonaro
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