A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, pode ser multada por manter no ar perfil brasileiro do escritório de advocacia britânico PGMBM. A conta usa o nome Pogust Goodhead. Mas Tom Goodhead, um dos fundadores da banca, pede que a referência a seu sobrenome seja retirada. Ele hoje é ligado a outra companhia, chamada Pogo Gestões. A disputa tem como pano de fundo a briga entre os criadores e os atuais administradores do PGMBM. O escritório britânico representa centenas de brasileiros (pessoas físicas e municípios) no Reino Unido contra a mineradora BHP pelo rompimento da Barragem de Fundão (também chamada de tragédia no Rio Doce), em Mariana-MG, em 2015. Nenhum dos sócios-fundadores faz parte do PGMBM atualmente. O outro advogado que dava nome à marca é Harris Pogust. A empresa é hoje comandada por Alicia Alinia. Uma liminar da Justiça brasileira de 18 de junho proibiu o PGMBM de usar a marca "Pogust Goodhead" no Brasil, inclusive em redes sociais. Apesar disso, a conta no Instagram (@pogustgoodhead_br) continuou ativa, o que pode levar a Meta a ser multada. Decisão da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, proferida em 23 de setembro, deu ao Facebook Serviços Online do Brasil 48 horas, a contar do recebimento, para suspender o perfil, manter o nome de usuário indisponível e preservar conteúdo e dados, sob multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 150 mil. Na mesma data Harris Pogust, fez publicação no LinkedIn pedindo a remoção de seu nome das comunicações do escritório.Cinco dias depois, com a conta ainda ativa, os reclamantes pediram o reconhecimento do descumprimento pela Meta, a majoração da multa e advertência de crime de desobediência. Nesta quinta-feira (1º), o perfil estava fora do ar, conforme verificado pela coluna. Procurada, a Meta não quis comentar o assunto. Em entrevista à coluna, Alicia Alinia, atual chefe do escritório que ainda leva o nome dos fundadores, tratou a disputa pelo nome como frente secundária de um ataque maior. Ela afirma que o pedido de derrubada da página é parte de uma campanha coordenada de Tom Goodhead para cortar o canal de comunicação com os clientes e nega irregularidades: segundo ela, é um nome legal que o escritório detém, e a saída de sócios não impede seu uso.Ainda afirma que a mudança de nome do escritório está nos planos —ainda não efetivados. Goodhead foi contratado pelo escritório concorrente, BGI (Bailey & Glassler International), que disputa a representação das vítimas da tragédia mineira. Na próxima semana, nos dias 5 e 6 de outubro, haverá audiência na Justiça inglesa para ouvir representantes das duas casas para decidir a condução do caso. Outras ocorrências Em agosto, a coluna mostrou que a Vinci SPS Capital abriu processo na corte de Justiça, em Londres, contra o escritório britânico de advocacia Pogust Goodhead. A gestora de fundos pleiteia o pagamento de 84,3 milhões de libras esterlinas (R$ 596 milhões). LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Meta pode ser multada por manter no ar perfil de escrit�rio que representa v�timas da trag�dia de Mariana
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