Mesmo ap�s elei��o, Goldman Sachs ainda v� oportunidades de investimento no Brasil

Mesmo ap�s elei��o, Goldman Sachs ainda v� oportunidades de investimento no Brasil

Mesmo apostando que, em seu quarto mandato, o presidente Lula (PT) pouco fará para promover uma mudança de rota em relação às contas públicas, ainda assim o Goldman Sach enxerga oportunidades para os investidores no Brasil. Em relatório publicado neste domingo (25), após as eleições presidenciais, analistas do banco americano citaram a posição estratégica do país no cenário externo. Nesta segunda (26), logo depois de Lula vencer as eleições, o mercado acionário brasileiro abriu em forte queda e a Bolsa de Valores precisou acionar o circuit breaker, recurso que interrompe as negociações dos ativos devido a uma queda superior a 10% do Ibovespa, principal índice da B3. A última vez que o mecanismo foi acionado foi no início da pandemia de Covid-19.A reação dos investidores já era esperada pelo Goldman Sachs, segundo relatório assinado pelos analistas Alberto Ramos e Panteleymon Semka. Eles esperam, no máximo, medidas modestas do governo Lula para fazer frente ao aumento dos gastos, que colocam a dívida pública em ritmo de risco para a solvência do país. Também acreditam que haverá novas altas na carga tributária do país. O time de análise do banco, porém, recomenda atenção às sinalizações quanto ao ajuste fiscal e à composição dos ministérios, principalmente em relação à pasta da Fazenda, para que se faça conclusões mais firmes a esse respeito. Eles dizem que a escolha do futuro ministro da Fazenda será o principal componente de volatilidade para o mercado daqui para frente. Mesmo nesse cenário incerto, os analistas continuam enxergando oportunidades no Brasil para os investimentos. Em primeiro lugar, com os conflitos geopolíticos elevando os preços das commodities, o país deve se beneficiar no médio prazo, em um momento em que a produção de petróleo e gás cresce de "forma constante" no território nacional. Além disso, no setor do agronegócio, eles afirmam que o Brasil possui um "padrão mundial", sendo altamente competitivo e atualmente em expansão. Ramos e Semka também continuam vendo potencial substancial do país em energia verde, minerais críticos e terras raras.Tudo isso se soma a outros indicadores sólidos, afirmam. "Apesar dos desafios fiscais persistentes, o Brasil mantém um arcabouço crível de metas de inflação, um expressivo superávit comercial, fluxos robustos de investimento estrangeiro direto, amplas reservas internacionais, baixa dívida externa, um perfil de serviço da dívida externa administrável, um sistema financeiro sólido e mercados domésticos profundos", elencam os analistas no relatório. "O principal desafio do presidente Lula será remover obstáculos de longa data ao crescimento e ao investimento, aproveitando essas oportunidades. Para isso, será necessária, antes de tudo, uma mudança crível no regime fiscal", completam. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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