São Paulo Empresas e representantes da aviação de negócios (que abrange helicópteros e jatos executivos, por exemplo) descrevem um cenário otimista para o segmento neste ano, com crescimento de frota, acesso a crédito e adesão a produtos que vão além de compra e compartilhamento de aeronaves. A Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) espera registrar 1,2 milhão de movimentações (pousos e decolagens) de aeronaves da aviação executiva no Brasil em 2026. Se a previsão se confirmar, o número representaria um crescimento de 9% em relação ao patamar observado no ano passado. De janeiro a maio deste ano, o segmento já registrou 438,3 mil movimentações. Jato executivo exposto na Labace 2026, feira da aviação de negócios - Bruno Santos - 4.ago.26/Folhapress A frota da aviação de negócios vem crescendo ano a ano no país e chegou a 11.362 aeronaves em maio deste ano, um aumento de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Abag. Mais da metade desse montante corresponde a aeronaves a pistão (aviões menores que utilizam pistões para transformar a energia da combustão em movimento). Os jatos representam 2% do total. Um dos produtos carros-chefe da Amaro Aviation, empresa de táxi aéreo criada por Marcos Amaro (filho de Rolim Adolfo Amaro, fundador da TAM Linhas Aéreas), é o chamado cartão de horas. O modelo funciona como uma compra antecipada de horas do táxi aéreo: o cliente adquire um pacote de 100, 50 ou 30 horas de operação ao ano. Segundo João Mellão, CEO da empresa, o cartão de horas é indicado para clientes que têm o costume de voar de jato executivo, mas o utilizam por um período de até 100 horas no ano. Dessa forma, o passageiro não precisa adquirir uma aeronave nem comprar uma cota de um jato compartilhado. Na modalidade, cada hora de uso de um jato executivo custa US$ 5.500 (mais de R$ 28 mil). Para turboélice (aeronaves que possuem hélice acoplada ao seu eixo), o valor é de US$ 2.750 por hora (cerca de R$ 14,1 mil). C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesA Amaro Aviation começou suas atividades em janeiro de 2021, durante a pandemia, período em que a aviação de negócios decolou. A companhia apostou no sistema de propriedade compartilhada. No momento, a frota da empresa é de dez aeronaves. Mellão diz que outro serviço que tem crescido é o de gerenciamento de aeronaves. A modalidade funciona como um concierge: a companhia de táxi aéreo assume a responsabilidade total pelas operações do avião e cuida de taxas, documentações, seguros, manutenção, tripulação e administração de fretamento para terceiros. "Quando a gente abriu a empresa, eu sentia que os proprietários das aeronaves do Brasil não estavam tão acostumados com esse processo de deixar uma empresa que tem um táxi aéreo gerenciando a aeronave dele. No mundo, muita gente tem aeronave middle size [de tamanho médio] e helicóptero gerenciado com empresas especializadas no assunto. Isso vem crescendo no Brasil", afirma. Luiz Sandler, fundador da Jet Match, companhia de compra, venda e gestão de aeronaves executivas, também aponta alta demanda no segmento de cartão de horas. Os clientes da empresa que optarem por esse produto usam as horas de voo em viagens pela Europa. O executivo descreve o serviço como um "pré-pago". Sandler afirma, porém, que os maiores segmentos continuam sendo compra e venda de aeronaves e gerenciamento dos aviões. A Jet Match tem oito aeronaves em sua frota, incluindo helicóptero, jatos e turboélice. O Bradesco Global Private Bank lançou, durante o Catarina Aviation Show, feira de jatinhos no interior de São Paulo, uma linha de financiamento em dólar para jatos executivos que prevê a possibilidade de financiar até 75% do valor total de jatos novos ou seminovos. O banco já oferecia outros produtos para o segmento, como leasing (aluguel de aeronaves) e consórcio. Mariana Adamson Amaral, superintendente do Bradesco Global Private Bank, diz que o banco faz um assessoramento com o cliente antes de ele tomar a decisão de financiar ou não a aeronave. "A gente olha sempre sobre a ótica patrimonial, se faz sentido dentro do patrimônio. Dependendo de para quê ele quer a aeronave, a gente pode até ajudar a entender quais são as aeronaves disponíveis no mercado de acordo com o perfil que ele precisa", explica. Amaral afirma que o crescimento tanto do mercado quanto da demanda justificam o lançamento da linha de crédito. O tomador de crédito é, no geral, formado por famílias empresárias e clientes com estruturas patrimoniais mais complexas, diz.
Mercado de jatinhos cresce, e empresas do setor veem servi�o 'pr�-pago' ganhar popularidade
Full Article
Original Source
Read the full article at C-level →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.