Esta é a edição da Combo, a newsletter de games da Folha. Quer recebê-la todas as terças no seu email? Inscreva-se abaixo. Combo A newsletter da Folha com o que interessa sobre a indústria de games e com as dicas do que você ainda vai jogar. Não é raro ouvir de grandes publicadoras e desenvolvedoras que a inteligência artificial iria revolucionar a indústria de games. Hoje podemos dizer que esses executivos estavam certos, mas talvez não da forma como imaginavam. É provável que você já tenha visto nas redes sociais vídeos do personagem Mario, da Nintendo, enfrentando chefões do RPG "Elden Ring", de um game que mistura "Minecraft" com "The Elder Scrolls V: Skyrim" ou até de pessoas jogando "GTA V" em um navegador de internet. Ainda que diferentes entre si, todas essas bizarrices foram criadas graças ao advento da IA, que acelerou de forma surpreendente o processo de descompilação do código de jogos. Descompilar códigos não é algo novo. Esse processo consiste em reconstruir o código de programação de um game ou programa de computador observando apenas o produto final, em uma espécie de engenharia reversa. É um processo trabalhoso e demorado, que, em geral, demandava atuação coordenada de dezenas de programadores por meses a fio, mesmo para jogos simples. Em títulos modernos, repletos de elementos e sistemas interconectados, a tarefa era quase impossível para desenvolvedores amadores. Não mais. Com o avanço das ferramentas de IA —em particular, após o lançamento do modelo Claude Opus 5.5, da Anthropic, em 22 de setembro—, esse longo e tedioso processo foi simplificado, bastando poucas instruções para um agente de IA. Em algumas horas, a máquina consegue devolver ao usuário um código bastante semelhante ao do jogo original. A partir daí, a criatividade é o limite. A descompilação pode ser usada para fins nobres, como tentar resgatar e atualizar jogos antigos, cujo código-fonte foi perdido em uma indústria famosa por não valorizar sua história. Ela também é muitas vezes necessária para a criação de "mods", atualizações e expansões feitas por fãs, que ajudam a manter vivos títulos que há muito tempo deixaram de receber suporte dos desenvolvedores originais. Mas há situações em que ela é usada de forma antiética ou desrespeitando totalmente os direitos autorais. É o caso, por exemplo, de desenvolvedores que descompilam jogos independentes de sucesso para criar cópias feitas com IA, inundando lojas virtuais como a Steam. Recentemente, o site Kotaku revelou o caso do jogo "Needle in a Haystack Simulator", desenvolvido pelo estúdio Bitdot. Após vídeos de uma demonstração do jogo terem viralizado nas redes sociais, uma porção de imitações inundou a Steam, chegando ao ponto de o desenvolvedor original se ver obrigado a colocar um grande aviso vermelho com a palavra "original" na capa do seu game. Casos como esse preocupam desenvolvedores independentes, que já pensam duas vezes antes de disponibilizar demos de seus jogos para o público. Foi o caso, por exemplo, da Digital Sun Games, desenvolvedora de "Moonlighter" e "Cataclismo", que alterou a estratégia de testes públicos do seu próximo lançamento, "ReVamp", por medo de ter o jogo copiado por aproveitadores. Nos casos dos vídeos citados no começo do texto, o desrespeito aos direitos autorais é flagrante. Embora sejam curiosos, os programas que misturam games ou permitem jogar um título pago gratuitamente em uma plataforma não autorizada são alvos fáceis de ações judiciais pedindo sua derrubada. A situação fez com que mesmo empresas entusiastas da IA e que investem pesadamente na tecnologia se vissem obrigadas a tomar uma atitude contra essas criações. É o caso da Epic Games, que derrubou uma versão pirata de "Fortnite" que rodava em navegadores de internet, e da Microsoft, que derrubou versões de "Minecraft", "Call of Duty" e "Halo" também modificadas para funcionar em browsers. A situação ficou tão grave que a própria Anthropic resolveu atualizar seu modelo Opus 5.5, incluindo instruções para impedir a IA de recriar jogos que já existem. A medida, porém, é vista apenas como uma solução paliativa, já que bloqueios do tipo podem ser driblados por truques retóricos na hora de construir o prompt. Ainda que por enquanto só tenha causado dor de cabeça para grandes empresas de games, a capacidade da IA de descompilar jogos já começa a ser estudada pelas publicadoras para uso em seus próprios produtos. No último dia 13, a CEO da Xbox, Asha Sharma, anunciou a Xbox Labs, divisão que terá como objetivo estudar o uso legal desse tipo de iniciativa em larga escala. As ferramentas de IA mostram um enorme potencial para agilizar o desenvolvimento dos games e popularizar o acesso a eles, desde que sejam utilizadas de forma responsável. Todo o benefício que a tecnologia traz, porém, pode ser ofuscado pelos danos causados quando ela é adotada de forma antiética. play dica de game, novo ou antigo, para você testar Otherside Tapes: Favela (PC) O mais novo jogo de terror da desenvolvedora brasileira Pulsatrix apresenta uma experiência bem diferente de seus jogos anteriores ("Fobia - St. Dinfna Hotel" e "A.I.L.A"). Ao invés dos gráficos ultrarrealistas, o novo jogo aposta na estética de "found footage", em que o jogador observa o mundo por meio das lentes de uma câmera de vídeo do início dos anos 2000. Em comum, o jogo traz a ambientação bem brasileira e assustadora; desta vez, uma favela carioca, palco de fenômenos paranormais. Trata-se de um jogo de menor escopo, que a desenvolvedora pensa em transformar numa série, mas que consegue ser até mais assustador que seus sucessos anteriores. O jornalista recebeu uma cópia do jogo para teste. update novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa EA fechou BioWare para priorizar ‘Star Wars’, diz Bloomberg Segundo a Bloomberg, a EA fechou a BioWare por não querer bancar centenas de milhões de dólares em "Mass Effect: Universe" e em um novo "Star Wars: Battlefront". Pressionada por dívida de US$ 18 bilhões (R$ 98 bilhões), a empresa preferiu priorizar o jogo de "Star Wars", por ser visto como um título menos arriscado. ‘GTA 6’ ameaça base de jogadores de ‘Call of Duty’ e ‘EA Sports FC’ Estudo da consultoria Open World aponta "Call of Duty", "Battlefield", "Apex Legends", "Fortnite", "EA Sports FC" e "NBA 2K" como os games mais expostos à perda de jogadores com o lançamento de "GTA 6". Capcom tem alta de 49% nas vendas no semestre A Capcom registrou alta de 49% nas vendas no primeiro semestre fiscal e de 66,7% no lucro operacional de jogos, puxada por "Pragmata" (2,73 milhões), "Onimusha: Way of the Sword" (1,78 milhão) e pelas franquias "Resident Evil" e "Monster Hunter". Xbox testa venda de horas de nuvem sem Game Pass A Microsoft começou a testar em 21 de outubro pacotes de horas do Xbox Cloud Gaming sem assinatura do Game Pass. No Brasil, o pacote de 10 horas custa R$ 6,90, o de 25 horas sai por R$ 14,90 e o de 50 horas, por R$ 21,90. Os valores são promocionais para este período de testes e podem ser alterados quando o produto for lançado oficialmente. Netflix ofereceu US$ 500 milhões por IP do Xbox Segundo o site Puck, a Netflix teria oferecido US$ 500 milhões por sete anos de direitos exclusivos de adaptação de jogos do Xbox. A Microsoft teria negado a oferta e pedido US$ 800 milhões, mas o negócio acabou fracassando. ‘Pokémon Unite’ sairá do ar em março de 2027 A The Pokémon Company afirmou que irá tirar do ar o Moba "Pokémon Unite" em 23 de março de 2027. A venda de moedas virtuais do jogo e de novas assinaturas foi suspensa e um evento online de despedida será realizado a partir de 12 de novembro. ‘The Duskbloods’ é adiado para 2027 A FromSoftware adiou" The Duskbloods", jogo exclusivo do Switch 2, de 2026 para 2027, para ajustar regras e equilíbrio após o teste de rede de agosto, segundo comunicado em 29 de outubro. A empresa não informou nova data. GDC Festival of Gaming 2027 terá um dia a menos A GDC, principal congresso de desenvolvedores de games do mundo, terá quatro dias em vez de cinco no próximo ano. Segundo os organizadores do evento, que será realizado de 1º a 4 de março, o objetivo é entregar uma experiência mais focada. download games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena 4.nov "Abashed" (PC) "Lightyear Frontier" (PC, Xbox X/S) "Theos: Cities of Myth" (PC) "Void/Breaker" (PC, PS 5, Xbox X/S) "World of Warcraft: Forever" (PC) 5.nov "Chivalware" (PC, Switch 2) "Crymelight" (PC, PS 5, Switch 2) "Escape Academy 2: Back to School" (PC, PS 5, Xbox X/S) "Faraway" (PC) "Marvel's Guardians of the Galaxy: Encore Edition" (Switch 2) "Stellar Blade Complete Edition" (Switch 2) "The Legend of Zelda: Ocarina of Time (2026)" (Switch 2) "The Slormancer" (Switch) "Where The Seeds Fall" (PC, PS 5, Switch 2) "Wielders of the Essence" (PC) 10.nov "Ashes of the Singularity II" (PC) "Australia Did It: End-of-the-World Railway Defense Business" (PC) "Football Manager 27" (Android, iOS, PC, PS 5, Xbox X/S) "Hillthorn" (Android, PC, Switch) "Just Dance: Decades of Hits" (Switch 2) "Nocturnal 2" (PC) "Raccoin" (PS 5, Xbox X/S, Switch 2) "Shrek 2 Remastered" (PC, PS 5, Xbox X/S, Switch 1/2) "Super Monkey Ball Triple Pack" (Switch) "Tanuki: Pon's Summer" (PC, PS 4/5, Xbox One/X/S, Switch 1/2) "Vampire: The Masquerade – Oaths and Ashes" (PC) "Warhammer Survivors" (Android, iOS, PC, PS 5, Xbox X/S, Switch 1/2)
Mario em 'Elden Ring'? IA vira dor de cabe�a para ind�stria de games
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