O senador Marcelo Castro (MDB-PI) e Júlio César (PSD-PI) foram matematicamente eleitos senadores pelo Piauí, neste domingo. Com isso, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não foi reeleito. Com 99,66% das urnas apuradas, Castro conseguiu a reeleição, com 35,65% dos votos, seguido de Júlio César, com 26,97%, enquanto Nogueira ficou com 24,68%. Nogueira figurou como candidato com mais intenção de voto nas pesquisas. A derrota do presidente do PP representa a quebra de uma sequência de quatro legislaturas. Eleito ao Senado pela primeira vez em 2010, ele foi reeleito e chegou ao cargo de ministro da Casa Civil (2021-2022) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Marcelo Castro, de 76 anos, chega à terceira legislatura no Senado. Filho de político da antiga Arena, ele foi ministro da Saúde no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), deputado federal pelo Piauí e deputado estadual no estado. Marcelo Castro teve apoio de Lula e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Já Júlio César, 78, começou trajetória política filiado à antiga Arena, legenda de apoio ao regime militar. Foi prefeito de Guadalupe entre 1977 e 1986. Já no antigo PFL, voltou a exercer o cargo entre 1989 e 1991. Foi deputado federal entre 1995 e 1999, retornou à Câmara em 2003, onde exerce o sexto mandato seguido. Desde 2011 é filiado ao PSD. É marido da senadora Jussara Lima (PSD-PI), que tem mandato até 2031. Pesquisas de intenção de voto realizadas em agosto e setembro mostravam disputa entre Marcelo Castro e Júlio Cesar pela segunda cadeira no Senado. Nogueira, um dos nomes principais do chamado centrão, conjunto de partidos que habitualmente atuam por acordos políticos, Ciro Nogueira fez campanha à reeleição enquanto era investigado no caso Master, que levou à prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente do PP foi alvo de busca e apreensão em maio. Ele é investigado sob suspeita de ter recebido benefícios do ex-banqueiro, incluindo viagens de jatinho a destinos internacionais, além do pagamento de hospedagens e de restaurantes. Mensagens trocadas por Vorcaro mostram que o senador era chamado de "grande amigo de vida" pelo banqueiro. Também mostram Vorcaro comemorando que "Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro!". Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados Na ocasião, o senador havia apresentado uma emenda para aumentar a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta foi engavetada. O PP de Ciro Nogueira e o União Brasil, que formam federação, negaram aliança no primeiro turno com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A negociação que fracassou fora travada durante o surgimento do caso "Dark Horse", que vinculava Flávio a Vorcaro. Houve pressão de Lula (PT) para que o centrão mantivesse neutralidade, e Nogueira tinha uma espécie de pacto de não agressão com o presidente. No segundo turno, porém, Nogueira estava propenso a apoiar Flávio. De acordo com aliados, o senador se irritou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi ao Piauí e o chamou indiretamente de "vira-lata", apoiando adversários do PP na corrida pelo Senado.
Marcelo Castro e J�lio C�sar s�o eleitos ao Senado no Piau�, e Ciro Nogueira � derrotado
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.