Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) foram matematicamente eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul neste domingo (4). Com 99,05% das urnas apuradas, eles obtiveram 30,11% e 30,07% dos votos válidos, respectivamente. Os dois candidatos, apoiadores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de Luciano Zucco (PL), que disputa o governo do estado gaúcho, derrotaram a ex-deputada Manuela D’Ávila e o deputado federal Paulo Pimenta, nomes de Lula (PT) no estado. D'Ávila ficou em terceiro com 17,08%, seguido por Pimenta em quarto lugar, com 16,31%. O resultado marca o alinhamento total dos senadores do Rio Grande do Sul à direita, com a aposentadoria de Paulo Paim (PT), que não disputou a reeleição. Van Hattem e Sanderson agora se juntam a Hamilton Mourão (Republicanos) na bancada gaúcha no Senado. O também senador Luis Carlos Heinze (PP), que, assim como Paim, não disputou a reeleição, apoiou os candidatos vencedores. Os dois são deputados federais em segundo mandato e fizeram campanha alinhados a críticas à atuação do STF (Supremo Tribunal Federal), principalmente ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo Lula. Van Hattem celebrou a vitória em vídeos nas redes sociais, em que apareceu pulando e cantando ao lado de apoiadores nas ruas de Curitiba, entoando: "Tchau, tchau, PT!". "Hoje o Brasil e o Rio Grande [do Sul] estão mostrando que, no voto, o povo está vencendo", ele afirmou, de um trio elétrico. Marcel van Hattem, 40, começou a carreira política pelo PP como vereador de Dois Irmãos, na serra gaúcha, em 2004. Assumiu o mandato de deputado estadual em 2015 como primeiro suplente, permanecendo no cargo por três anos, e à época ganhou projeção como uma das lideranças a favor do impeachment de Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul. Em 2018, entrou para o Novo e foi eleito o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com 349,8 mil votos. Em 2022, foi o segundo mais votado. Em maio deste ano, Van Hattem foi alvo de uma decisão do Conselho de Ética da Câmara que recomendou a suspensão de seu mandato por dois meses. A medida está relacionada à participação do deputado na ocupação da mesa diretora da Câmara, em agosto do ano passado, durante uma mobilização para pressionar pela votação de uma proposta de anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 aos três Poderes. Ainda cabe recurso à decisão. Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados Ubiratan Antunes Sanderson, 57, é natural de Erechim, no norte do Rio Grande do Sul, e foi criado em Santo Ângelo. Formado em direito, entrou para a Polícia Federal em 1996. Sanderson foi presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul entre 2014 e 2017 e se lançou candidato em 2018, apoiado pela Frente de Agentes da Polícia Federal, lançada pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) para apoiar candidatos da categoria. Começou a carreira política pelo PSL em 2018, quando foi eleito deputado federal, e deixou o partido rumo ao PL em 2022, quando foi reeleito. Atual vice-líder da oposição na Câmara, tem trajetória ligada a pautas de endurecimento das políticas de segurança pública e já presidiu a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Próximo de Eduardo Bolsonaro, Sanderson foi escolhido pessoalmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar o cargo.
Marcel Van Hattem e Sanderson s�o eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul
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