Maioria das empresas que buscam Fidc � madura e sem restri��o de cr�dito

Maioria das empresas que buscam Fidc � madura e sem restri��o de cr�dito

Sete em cada dez empresas analisadas por Fidcs (fundos de crédito estruturado) não apresentam sinais de restrição financeira, e mais da metade tem mais de dez anos de atividade no mercado. Os números fazem parte de levantamento da Assertiva, empresa de análise de dados, que examinou 4.045 consultas feitas por 36 Fidcs entre janeiro e setembro de 2026, envolvendo 3.543 empresas distintas. Do total analisado, 68,9% dos CNPJs não tinham nenhum indicador de restrição, contra 31,1% que apresentavam algum problema. O perfil também é de empresas maduras: 60,9% têm mais de dez anos de existência. A média geral de operação é de 17,6 anos. São 36,5% as que ultrapassam duas décadas de atividade. O porte das analisadas também é diverso. Microempresas somam 33,6% dos CNPJs, pequenas representam 22,6%, médias correspondem a 8,4% e grandes totalizam 22,2%, com 13,1% sem classificação informada. Em termos de faturamento presumido, 55% das empresas estão entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões. A faixa, segundo o levantamento, reforça a heterogeneidade do público que recorre a esse tipo de crédito. "Não ter restrições é um bom ponto de partida, mas não significa, por si só, que uma empresa seja um bom risco. Para investir em uma PME [pequena e média empresa], é preciso entender a saúde financeira, o histórico de receitas, endividamento, geração de caixa, margens e eventuais contingências, além das características do próprio negócio. Uma boa due diligence é justamente o que permite transformar uma fotografia cadastral em uma visão mais completa da empresa e dos riscos envolvidos", afirma Mary Mizuno, CEO da SoM&A, plataforma de M&A e análise de negócios com inteligência artificial. Entre as empresas consultadas mais de uma vez pelos fundos, o padrão se repete: 62% não apresentavam sinais de restrição. O levantamento é observacional, baseado em amostra não probabilística, e não representa estatisticamente toda a indústria brasileira de FIDCs. Para Eduardo Sgobbi, CEO do Edan Finance Group, os números ajudam a desfazer uma associação ainda comum entre crédito estruturado e empresas em dificuldade financeira. "Uma empresa não precisa estar com problema de crédito para precisar de capital. Muitas vezes acontece justamente o contrário: ela tem uma operação saudável, vende mais e precisa financiar estoque, fornecedores ou o intervalo até receber dos clientes. Quanto maior a empresa e a operação, maior também pode ser a necessidade de capital de giro. O crédito estruturado entra como uma alternativa para financiar esse ciclo sem depender de uma única fonte de recursos", diz ele. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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