Magnata dos videogames ter� de pagar R$ 8 bilh�es em acordo recorde de div�rcio, decide tribunal

Magnata dos videogames ter� de pagar R$ 8 bilh�es em acordo recorde de div�rcio, decide tribunal

Um tribunal de Seul determinou nesta quarta-feira (9) que o magnata sul-coreano dos videogames Kwon Hyuk-Bin pague mais de 2 trilhões de won (US$ 1,5 bilhão ou R$ 8 bilhões) em um acordo de divórcio, a maior divisão de patrimônio já concedida no país. O valor supera os 944 bilhões de won (R$ 3,59 bilhões) estabelecidos no divórcio entre o presidente do SK Group (cujo conglomerado controla a gigante de chips SK Hynix), Chey Tae-Won, e sua ex-mulher Roh Soh-Yeong. Kwon fundou a Smilegate em 2002 e a transformou em uma das empresas de jogos mais bem-sucedidas da Coreia do Sul, sendo a responsável por "Crossfire", "Lost Ark" e "Epic Seven". O Tribunal de Família de Seul concedeu o divórcio e determinou que Kwon transfira uma "participação de 35% na Smilegate, avaliada em cerca de 2,5 trilhões de won (R$ 10 bilhões), e pague 65 bilhões de won (R$ 247 milhões) em dinheiro", informou a corte. A ex-mulher de Kwon, de sobrenome Lee, entrou com o pedido de divórcio em novembro de 2022, reivindicando metade da participação dele na Smilegate Holdings, atual Smilegate, segundo a imprensa local. Lee argumentou que havia contribuído para a fundação e a gestão inicial da empresa, além de ter colaborado indiretamente por meio do trabalho doméstico, e que, portanto, tinha direito à metade da participação de Kwon. Uma porta-voz do tribunal afirmou que a corte concluiu que o "casamento havia se desfeito de forma irreparável, após considerar as circunstâncias por trás do prolongado conflito do casal e as perspectivas de reconciliação". O tribunal decidiu que "ambas as partes tinham igual responsabilidade pelo fim do casamento" e, por isso, concedeu o divórcio, mas rejeitou o pedido de indenização de Lee, acrescentou a porta-voz. Segundo relatos da imprensa local, Kwon teria argumentado que Lee não era cofundadora nem participava da gestão da empresa e teria se oposto ao divórcio. O tribunal avaliou o patrimônio de Kwon em até 8 trilhões de won (R$ 30 bilhões), informou a imprensa local. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. O caso de Kwon ocorre depois que Chey, do SK Group, recorreu em agosto de uma decisão judicial que o obrigava a pagar US$ 666 milhões à ex-mulher. Em julho, o Tribunal Superior de Seul decidiu que Roh tinha direito a um pagamento em dinheiro equivalente a cerca de um terço do patrimônio conjugal do casal, incluindo as ações de Chey na SK, citando seu papel na família e seu apoio às atividades do SK Group. O recurso de Chey levou o caso de volta à Suprema Corte. Analistas afirmam que o recurso pode prolongar uma batalha judicial acompanhada de perto, que chamou a atenção para o controle de Chey sobre o SK Group, à medida que o avanço da inteligência artificial impulsiona o valor dos ativos da empresa no setor de chips.

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