Lucro do Bradesco sobe para R$ 7,1 bilh�es no 2� tri

Lucro do Bradesco sobe para R$ 7,1 bilh�es no 2� tri

Em meio a um cenário de juros e comprometimento de renda altos, o Bradesco conseguiu expandir sua carteira de crédito e ampliar o lucro no segundo trimestre deste ano. Com foco nas linhas de empréstimos com garantia, o banco teve um lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no período, alta de 16,2% em comparação com o segundo trimestre de 2025. Em relação ao início deste ano, o resultado foi 3,5% maior. O número veio em linha com a expectativa do mercado. Analistas consultados pela Bloomberg previam lucro de R$ 6,997 bilhões, na média. "Fizemos boa gestão de risco e aproveitamos oportunidades para fazer bons negócios. Continuamos proximos aos nossos clientes", afirmou Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, na divulgação do balanço. "Trabalhamos para aumentar nossa competitividade no curto e no longo prazo e isso vem se mostrando verdadeiro, tanto do lado das receitas, quanto das despesas bem controladas", completou o executivo. A carteira de crédito total do banco teve um ganho de 11,6% no ano e de 4,3% no trimestre, indo a R$ 1,137 trilhão. Já o índice de inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, ficou em 4,3%, aumento de 0,1 ponto percentual na comparação trimestral e de 0,2 ponto percentual na anual. A piora foi puxada pelo segmento de micro, pequenas e médias empresas, cujo atraso atingiu 4,4% da carteira, alta de 0,4 ponto percentual no trimestre e de 0,1 ponto percentual no ano. O saldo de provisão para perdas esperadas somou R$ 59,3 bilhões, alta anual de 2%. O ROAE (retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido médio anualizado), indicador de rentabilidade do banco, subiu para 16,2%, ante 15,8% em março. De acordo com o Bradesco, o desempenho reflete a diversificação de receitas, com peso relevante de alta renda, consórcios e seguros; o processo de transformação do banco, com investimento em tecnologia e redução de agências físicas; e a originação de crédito priorizando linhas com garantia. No mesmo período, o braço de seguros do Bradesco teve um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, com ROAE de 22,8%. As receitas de prêmios, contribuições de Previdência e receitas de capitalização atingiram R$ 19.691 bilhões, representando uma alta de 8,8% no ano. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. O Bradesco tenta recuperar a sua forma do pré-pandemia, quando o ROAE era superior a 20%, com um novo presidente desde novembro de 2023. Além de mudanças estruturais internas, com troca de diretoria, a instituição está remodelando seus produtos, com maior foco em produtos mais rentáveis e menos arriscados. Este é o 10º trimestre de crescimento no lucro. Além disso, na semana passada, o banco aprovou uma capitalização de até R$ 10 bilhões via emissão de novas ações em Bolsa, com compromisso de subscrição de até R$ 8 bilhões pelos acionistas controladores. Após o anúncio, o mercado ficou em dúvida se a operação é uma oportunidade de negócio ou um colchão para amortecer a piora no balanço. Segundo o banco, a medida possibilitará a sustentação de investimentos em tecnologia, eficiência comercial e expansão dos negócios. Ou seja, um caixa mais robusto daria fôlego para a instituição acelerar o processo de transformação sob a gestão Marcelo Noronha. RAIO-X | BRADESCO Fundação: 1943, em Marília (SP) Lucro líquido no 2º trimestre de 2026: R$ 7,1 bilhões Agências bancárias: 1.844 Funcionários: 79,7 mil Clientes: 74,1 milhões Principais concorrentes: Banco do Brasil, Itaú, Santander e Nubank

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