Luciano Zucco (PL) � eleito governador do Rio Grande do Sul, projeta Datafolha

Luciano Zucco (PL) � eleito governador do Rio Grande do Sul, projeta Datafolha

O deputado federal Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul neste domingo (4), projeta o Datafolha. Com 87,04% das urnas apuradas, ele tinha 57,93% dos votos válidos. Em segundo lugar aparecia a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), com 31,85% . O vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato do governo de Eduardo Leite (PSD) à sucessão, tinha 8,38%, e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB), 1,65%. Acompanhe a apuração do 1º turno no Rio Grande do Sul Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado. Quando há um número razoável de votos apurados nesses agrupamentos, é possível estimar que um candidato não poderá mais ser ultrapassado e, portanto, projetar sua vitória. A eleição consolidou o alinhamento do Rio Grande do Sul à direita conservadora após duas gestões de Leite, autoidentificado como de centro. Natural de Alegrete, na fronteira oeste do estado, Zucco tem 52 anos e é tenente-coronel formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e atuou no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de 2010 a 2016 na equipe responsável pela segurança presidencial durante o governo de Dilma Rousseff. Zucco se elegeu pela primeira vez para um cargo público em 2018, como deputado estadual pelo então PSL, após ser convidado pelo então candidato e padrinho político Jair Bolsonaro. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Republicanos com a maior votação do estado naquele ano, antes de mudar para o PL em 2023. Na Câmara, foi líder da oposição em 2025, deixando o posto em dezembro para se dedicar à pré-campanha. Ele foi escolhido pessoalmente por Bolsonaro como pré-candidato ao governo. Durante o mandato parlamentar, ganhou projeção nacional ao presidir a CPI do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na Câmara, quando lideranças de esquerda o acusaram de tentar criminalizar o movimento. Apesar do alinhamento com o bolsonarismo, Zucco evitou nacionalizar a disputa ao governo no primeiro turno, com poucas menções a Flávio Bolsonaro e foco em pautas estaduais nas propagandas de televisão. Zucco também criticou a gestão de Eduardo Leite durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Na ocasião, afirmou que o governador não havia dado a devida importância aos alertas sobre a tragédia e defendeu maior investimento em prevenção. A vice-governadora eleita é a deputada estadual Silvana Covatti (PP), ex-secretária do governo de Eduardo Leite e integrante da família Covatti, influente na política gaúcha. Ela é casada com o ex-deputado Vilson Covatti, e o filho, deputado federal Covatti Filho, é presidente do PP estadual. A coligação incluiu Novo, Podemos e Republicanos. Também disputaram a eleição os candidatos Priscila Voigt (UP), Rejane de Oliveira (PSTU) e Cesar Pontes (PCO).

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