Os livros escritos pela romancista irlandesa Sally Rooney não serão mais vendidos nas livrarias da Grã-Bretanha, devido aos seus planos de usar seus direitos autorais para apoiar a Palestine Action —grupo pró-Palestina classificado como terrorista e proibido no território. O Tribunal de Apelação de Londres tomou a decisão. A autora de best-sellers como "Pessoas Normais" e "Conversa entre Amigos" —ambos adaptados para série ou filme— já havia declarado que se recusava a publicar seus trabalhos em Israel. Seu apoio à organização segue mesmo após a proibição do governo britânico. Sally Rooney já previa que seus livros poderiam ser retirados do Reino Unido. E temia ser presa após direcionar todos os lucros das vendas de seus livros e de suas adaptações audiovisuais no Reino Unido para o Palestine Action, que se opõe à investida de Israel sobre a Faixa de Gaza. A editora Faber&Faber, a qual publica seus trabalhos, afirma em comunicado, publicado nesta quarta-feira (13) que concorda com a escritora, mas não venderá mais os seus livros no Reino Unido, em nenhum formato. Entretanto, Faber diz se orgulhar de publicar seu notável conjunto de obras e acrescenta que "continuaremos a vender em outros territórios". Rooney, por vários anos, veio a público para falar sobre suas crenças e intenções, e seu apoio à Palestina Action o levou às consequências que já esperava. O movimento ativista foi proibido após uma invasão da base aérea de Brize Norton, da Força Aérea Britânica, no ano passado. Após o ato, mais de 3.000 pessoas foram presas por exibirem cartazes em apoio ao movimento, e sua proibição foi criticada por grupos de defesa das liberdades civis.
Livros de Sally Rooney s�o barrados no Reino Unido ap�s apoio a grupo palestino
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