Li��o dos av�s: 'Respeitar a natureza e cuidar das pessoas � a melhor forma de transformar o mundo', diz leitor

Li��o dos av�s: 'Respeitar a natureza e cuidar das pessoas � a melhor forma de transformar o mundo', diz leitor

Meus avós me ensinavam que devíamos ser amigos, pois somos todos iguais. Cinara Giovana Morais Moreira (Belo Horizonte, MG) O lugar em que se vive é também onde se constroem raízes, valores e identidade. Na simplicidade da vida na zona rural, aprendi que respeitar a natureza, valorizar o trabalho e cuidar das pessoas é a melhor forma de transformar o mundo. Hoje, como professor de Geografia, vejo que o entendimento sobre terra, território e identidade é essencial para construir o sentimento de pertencimento ancestral e cultural. Rafael Costa Silva (Oliveira, MG) O amor aos livros, que aprendi com a minha avó materna, Isabel. Numa época em que o trabalho infantil era regra nas famílias menos abastadas, ela incentivava a leitura em primeiro lugar. Benedito Caraça (Limeira, SP) Aprendi que nunca estamos sozinhos. Não importa a situação: a casa, o abraço ou a simples voz da minha avó sempre foi um remédio contra a solidão. Foi a porta que me permitiu usar esse mecanismo com outras pessoas ao longo do tempo. Mas o carinho, o amor e o afeto eram únicos, e deixaram muitas saudades. Espero que todos tenham oportunidade de poder recorrer a esse poderoso refúgio. Pedro Chrysostomo (Rio de Janeiro, RJ) Nunca pare de se movimentar. Na velhice, faz muita diferença ter uma boa musculatura. Simone A. Araujo (Recife, PE) A vida é simples, e a simplicidade é valiosa. Meus avós moravam no campo, não foram ricos em bens materiais, mas tiveram uma vida rica em princípios e valores, cercada pela natureza e cheia de saúde. Fernanda Brum Navarro (São Paulo, SP) Aprendi a aceitar as novidades do mundo. Minha avó, Dona Francisca, viveu até os 96 anos, independente e lúcida até os 92. Ela nasceu em 1925, viu o mundo mudar, ficou viúva na década de 1990, e, apesar de ser uma avó clássica, ela descobriu o mundo. Sem sair da cidade, foi ao circo pela primeira vez com meu irmão e ao cinema, comigo. Aprendia coisas novas e nunca deixou de se encantar pela vida. Sem preconceitos pelas nossas escolhas: afinal, o mundo era diferente e ela amava acompanhar. Levo seu nome literalmente no meu, e ela, no meu coração sempre. Anielly Francisca Guerrise Sanches (Bauru, SP) Saber honrar a palavra dita. Certa vez, por volta dos meus 10 anos, meu avô paterno disse a um comerciante que lhe daria sua palavra. Eu, curioso, perguntei a ele o que aquilo significava. Jobson Larrubia Folena (Rio de Janeiro, RJ) Aprendi que a vida é dura para quem pretende ser justo e honesto. Analfabetos que eram, trabalharam a vida toda na lavoura e criaram 21 filhos, com muitas privações, mas sem uma vírgula de desvio de conduta. Adilson Gonçalves (Campinas, SP) A ler jornal, a ter pensamento crítico e social. Meu avô sempre escreveu ao Painel do Leitor e sempre ficava feliz ao ser publicado. Eu estou no caminho. Eduardo Medeiros do Paço (São Paulo, SP) Amor ao conhecimento. Por causa disso cheguei a concluir o doutorado e continuo estudando. Marina Tucunduva Bittencourt Porto Vieira (Santos, SP) Resiliência e respeito pelas pessoas. Em tempos difíceis, conseguiram construir uma família e um legado. Imigrantes, sempre nos mostraram que temos que respeitar o país que os acolheu, respeitando suas regras e pessoas. Monica Higa (São Paulo, SP) Meu avô paterno e minha avó materna me ensinaram que o passado é um fardo, um inimigo. Ambos eram extremamente deprimidos e carregavam mágoas do passado. Bruna Louise de Carvalho Pagotto (São Paulo, SP) Meus avós me ensinaram a ter empatia pelo diferente e a ser educada mesmo discordando. Como diria minha avó Jacinta: não podemos mudar o outro, mas podemos lidar com suas instabilidades sem deixar que nos afete. Juliana Gonçalves de Azevedo (São Paulo, SP) Que não devemos nos acomodar em lugares, posições ou relações que não nos favorecem, pois perdemos a oportunidade de desenvolver nossa criatividade, afeto e saber. Eunice Lourenço de Lima (São Paulo, SP) "Só coloque no prato aquilo que você realmente for comer", dizia o meu avô materno. Felipe Vieira (São Paulo, SP)

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