Legado de Chico Mendes impulsiona empreendedorismo verde no Brasil

Legado de Chico Mendes impulsiona empreendedorismo verde no Brasil

Em dezembro de 1988, um mês antes de ser assassinado, Chico Mendes recebia o reconhecimento que o tornaria o primeiro fellow da Ashoka no Brasil, organização norte-americana pioneira na definição e apoio ao empreendedorismo social no mundo, também parceira do Prêmio Empreendedor Social, realizado pela Folha de S.Paulo e Fundação Schwab. Naquele momento, além de celebrar o justo reconhecimento pela luta de um líder seringueiro ambientalista, inaugurou-se uma nova epistemologia no Sul Global, uma outra lógica para pensarmos o futuro com a floresta em pé, inaugurada pelo extrativismo sustentável de base socioambiental. É curioso perceber que, no momento em que surge o empreendedorismo de impacto, o mundo também reconhecia o socioambientalismo como prática insurgente dos povos da floresta, alinhando-o aos modos de vida tradicionais de seringueiros, quebradeiras de coco, indígenas e entre outros. Frente a um Brasil em constante ameaça à democracia e à soberania nacional, a decolonialidade deixa de ser um conceito acadêmico para virar um projeto político. Iniciativas de reconhecimento, redes de apoio e programas de aceleração, como o Prêmio Empreendedor Social, criado em 2005, têm um papel fundamental no fortalecimento desse ecossistema, inclusive incentivando a cultura democrática, a participação cidadã e a educação política. Não por acaso, há pelo menos três anos consecutivos, o Brasil lidera o ranking global na categoria de empreendedores iniciais com foco em mitigar impactos ambientais, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor, a maior pesquisa de empreendedorismo do mundo, que envolveu 120 países. O ponto alto da premiação da Folha, por exemplo, se dá com a chancela da Fundação Schwab que leva um finalista para integrar a delegação brasileira que participará do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Uma arena Global onde as diretrizes do capitalismo de stakeholders são debatidas e delineadas. É exatamente nesse momento em que o presente e o passado se entrelaçam com a trajetória interrompida de Chico Mendes. Todo ano, não é apenas um indivíduo que embarca para o Norte Global, mas o representante de um ecossistema resiliente moldado a partir de ciclos extrativistas de pau-brasil, ouro, borracha, soja, boi e agora terras raras. A liderança verde dos empreendedores brasileiros reforça a importância do nosso legado socioambiental. Um exemplo prático de como este ecossistema atua em prol da sustentabilidade é o ESG Studio: solução tecnológica desenvolvida pela plataforma de impacto Doare. Ao desenhar seu motor de votação e financiamento coletivo, a plataforma Doare converte o engajamento difuso da sociedade civil em capital financeiro auditável, impulsionando recordes de arrecadação para projetos socioambientais. Assim como Chico Mendes inaugurou uma nova forma de pensar o desenvolvimento brasileiro, as lideranças contemporâneas do empreendedorismo social no país buscam atualizar esse legado ao transformar investimentos em impacto. Na era digital, o empreendedorismo de impacto brasileiro segue sendo o verde. Não como metáfora, mas como incentivo a projetos, negócios e políticas em prol da preservação ambiental, da transformação social e de nossa soberania. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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