L�bano quer acordo de seguran�a com Israel e desarmamento do Hezbollah sem confronto, diz presidente

L�bano quer acordo de seguran�a com Israel e desarmamento do Hezbollah sem confronto, diz presidente

O presidente libanês, Joseph Aoun, diz pretender chegar a um acordo de segurança com Israel assim que o país retirar suas tropas do sul do Líbano. Em entrevista à agência AFP, ele afirma também que está determinado a desarmar o Hezbollah sem recorrer ao confronto. Em conversa antes de viajar para a França nesta quarta-feira (16), o presidente afirmou que o Líbano quer uma nova força, europeia ou de outra origem, para evitar um vácuo de segurança após a saída das forças de paz da ONU do sul do país, quando o mandato delas terminar no fim do ano. Ele pediu aos Estados Unidos, à União Europeia e aos países árabes que apoiem as Forças Armadas libanesas durante seu deslocamento por todo o sul. Em Paris, Aoun participará de uma reunião organizada pelo presidente Emmanuel Macron, com a presença do rei Abdullah 2º, da Jordânia, para mobilizar apoio internacional às tropas libanesas à medida que elas se posicionam pelo país. "O que importa é que não haja um vácuo", disse Aoun. Ele acrescentou que qualquer nova força para o sul do Líbano, parcialmente ocupado por Israel, seria "temporária, até que o Exército [libanês] possa se posicionar". "Seja qual for a natureza dessa força, isso não representa nenhum problema para mim: europeia, não europeia, americana, outra força das Nações Unidas, asiática ou até mesmo uma combinação de forças europeias, árabes e asiáticas", afirmou. Sob pressão dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU votou, em 2025, pelo encerramento do mandato da Unifil (força de paz das Nações Unidas) destacada no sul do Líbano desde 1978. Aoun também disse que deseja um acordo de segurança com Israel "principalmente para pôr fim ao estado de hostilidade e permitir o posicionamento do Exército na fronteira". "Isso poderia abrir caminho para um futuro acordo de paz, mas não podemos partir diretamente para um acordo de paz", acrescentou. Mais de seis meses de bombardeios e demolições israelenses, desencadeados por um ataque com foguetes do grupo terrorista Hezbollah no início de março, deixaram aldeias abandonadas e moradores deslocados à força em vastas extensões de terra. Arbustos avançam sobre minaretes, e portões de metal enferrujados marcam os locais onde antes havia casas na região. Na entrevista, Aoun reiterou que o Líbano está determinado a desarmar o Hezbollah, apoiado pelo Irã. Para ele, a decisão "não é negociável nem está aberta à discussão". No entanto, afirmou, "o objetivo não é um confronto... Estamos determinados a resolver essa questão pacificamente". "Não se trata de construir um Estado ao custo de um conflito sangrento ou de uma nova guerra civil." Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A Unifil foi criada em 1978, dias depois de Israel invadir o sul do Líbano em resposta a ataques de militantes palestinos. A missão teve seu mandato renovado repetidas vezes, inclusive depois que as tropas israelenses finalmente se retiraram, em 2000. Após uma guerra de um mês entre Israel e o Hezbollah, em 2006, seu papel foi ampliado para incluir o monitoramento de um novo cessar-fogo ao longo da fronteira entre Líbano e Israel e a garantia de acesso humanitário para civis. Se não houver prorrogação, a Unifil começará a fechar gradualmente suas bases a partir de 1º de janeiro, e mais de 7.500 soldados das forças de paz de quase 50 países deixarão a região e entregarão suas posições às tropas libanesas.

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