Kassio confirma an�lise sobre soltura de Bolsonaro ap�s elei��o e fala em levar caso ao plen�rio do STF

Kassio confirma an�lise sobre soltura de Bolsonaro ap�s elei��o e fala em levar caso ao plen�rio do STF

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quarta-feira (7) que deve analisar o caso que pode levar à soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) somente após o segundo turno das eleições. De acordo com o gabinete do ministro, uma decisão antes da conclusão do pleito poderia ser considerada uma interferência nas eleições. A decisão de Kassio foi revelada pela Folha na segunda-feira (5). Em nota, o magistrado disse que pretende aguardar a conclusão das eleições para definir o momento em que deve ser julgada a revisão criminal do processo que levou Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe de Estado. O ministro informou ainda que pretende levar a discussão para o plenário da corte. O caso pode ser discutido de forma presencial, com a reunião dos dez integrantes do STF, ou no plenário virtual, em que os votos são depositados por escrito num ambiente digital. Como mostrou a reportagem, Kassio avalia libertar o ex-presidente com uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é o de que o caso seja levado ao plenário para uma análise conjunta do colegiado. Nesta quarta, o ministro confirmou sua intenção de levar o caso ao plenário, "que é o órgão competente". "E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal", disse o gabinete do magistrado. Kassio é relator do processo de revisão criminal protocolado pela defesa de Bolsonaro. A ação busca modificar a condenação do líder bolsonarista por envolvimento no plano de golpe. Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados A ação já teve um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que disse que o tema está pronto para ser julgado. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 de meses de prisão no âmbito da ação sobre a trama golpista, que tem o ministro como relator. O ex-presidente participou de um plano para dar um golpe de Estado e impedir que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu as eleições em 2022, tomasse posse como presidente da República. O filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disputa a Presidência contra Lula neste ano e irá ao segundo turno à frente do petista. Flávio marcou 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do atual presidente. Embora esteja preso apenas desde novembro de 2025, Flávio prometeu que, se eleito, irá conceder um indulto ao pai. O senador disse querer que Bolsonaro suba a rampa do Palácio do Planalto junto com ele durante a sua posse. No entanto, para que consiga dar um perdão presidencial para o ex-presidente, Flávio teria que já estar empossado.

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