Justi�a determina pris�o tempor�ria de donos do pr�dio que desabou na zona leste de SP

Justi�a determina pris�o tempor�ria de donos do pr�dio que desabou na zona leste de SP

A Justiça determinou a prisão temporária de três pessoas apontadas pela Polícia Civil como responsáveis pela construtora do prédio que desabou sobre uma casa na Penha, zona leste da capital, deixando seis mortos neste sábado (12). Segundo a Prefeitura de São Paulo, o prédio estava irregular. Ronaldo Vivacqua foi preso na manhã deste domingo (13). Segundo a polícia, ele seria um "sócio oculto" da New Home Construtora. A polícia investiga ainda o engenheiro Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo e responsável legal pela empresa, e Isis Brandão, sua mulher e também proprietária da construtora. O casal é considerado foragido. Adelmo Silva, advogado da empresa New Home e dos três investigados, afirma que uma decisão judicial autorizava as obras da edificação. Ele ainda diz que Cristiano e Isis vão se apresentar à polícia nos próximos dias. "Eles não estavam em São Paulo e, por isso, não se entregaram." A polícia afirma que a construtora não cumpriu um alvará da prefeitura que previa a demolição do prédio para a construção de uma nova edificação no local. "Ao longo da diligência, analisamos documentos e o histórico da construção. Isso nos levou à desconfiança de que não foi um imprevisto e que os responsáveis poderiam ter conhecimento da fragilidade da obra", diz a delegada Deidiene Fialho Eboli Prado, do 24º DP (Ponte Rasa). Segundo ela, as causas do desabamento ainda serão investigadas a partir da perícia. A delegada Safira Borges Pereira Parente, que ouviu testemunhas neste fim de semana, apontou que vizinhos da obra apontaram que as casas da região passaram a apresentar rachaduras nos últimos meses. "Nós percebemos que existia uma tentativa de ocultação de documentos da obra por parte da empresa. Por isso, pedimos a prisão temporária", disse. Segundo a prefeitura, a construção começou em 2019 e foi interditada, após a gestão municipal detectar problemas na estrutura. Como a construtora não interrompeu a obra, mesmo após diversas multas, a Procuradoria Geral do Município entrou com uma ação judicial, em 2021, para suspensão imediata dos trabalhos no local. A construtora apresentou um novo projeto em 2022 e um alvará foi emitido em 2023, com a determinação de que a estrutura existente fosse demolida para a construção de uma nova. "Quando esse alvará foi dado pela prefeitura, o prédio tinha cinco andares, e não nove andares como estava antes de desabar. Havia um processo judicial que pediu a demolição e, nesse alvará, havia essa condicionante de demolição para a construção de um novo prédio", diz a delegada Deidiene Prado. O advogado da construtora afirma que uma decisão judicial de março de 2025 autorizava a continuidade das obras no prédio que desabou e que vai apresentar a decisão à polícia. "Após vistoria da prefeitura, houve uma decisão da Justiça autorizando a obra", disse. Silva afirma que a obra do prédio estava parada por falta de recursos financeiros e que o desabamento pode estar relacionada a uma outra obra que ocorria na rua de trás ao prédio. "As investigações e perícias vão esclarecer o que aconteceu." Servidora que vistoriou obra foi afastada A Subprefeitura da Penha afastou por 30 dias, para apuração dos fatos, a servidora que vistoriou a obra em 2024 e atestou que a demolição do prédio havia sido feita. "Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna. Nós também já estamos com a Polícia Civil para haver uma investigação criminal a respeito disso e entendermos o que aconteceu", disse o controlador-geral do Município, Daniel Falcão, na noite de sábado. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), técnicos da prefeitura verificaram, junto a vizinhos e por meio de imagens de satélite, que a demolição da edificação não foi feita. O nome da servidora não foi divulgado.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.