Justi�a condena Goldman Sachs a pagar indeniza��o milion�ria por demitir funcion�rio ap�s licen�a-paternidade

Justi�a condena Goldman Sachs a pagar indeniza��o milion�ria por demitir funcion�rio ap�s licen�a-paternidade

Um ex-executivo do Goldman Sachs que perdeu o emprego após tirar seis meses de licença para cuidar do filho recém-nascido receberá uma indenização de 1,45 milhão de euros por discriminação de gênero e demissão injusta. Jon Reeves, que era vice-diretor global da "sala de controle" de compliance do banco em Londres, perdeu o emprego em 2022, quando deveria retornar da licença parental. Um tribunal em Londres já havia decidido a favor de Reeves e, em uma decisão nesta quarta-feira (29), afirmou que a indenização foi concedida em parte porque a Justiça constatou que ele sofreu preconceito no setor financeiro de Londres após o episódio.Potenciais novos empregadores hesitaram em contratá-lo em função do caso. Uma empresa chegou a cancelar abruptamente as entrevistas depois que gestores compartilharam uma reportagem sobre a ação trabalhista, diz a sentença. Na época da demissão, o Goldman disse a Reeves, que trabalhava no banco desde 2007, que ele havia sido selecionado devido a uma "necessidade do negócio" e seu "desempenho relativo". No entanto, Reeves alegou que as razões apresentadas eram um pretexto e que ele estava sendo penalizado por tirar uma licença prolongada como pai de primeira viagem. Ele entrou com a ação trabalhista contra o banco em 2022. Durante o processo, Reeves acusou um gestor de gritar repetidamente para ele "se virar" depois que ele levantou preocupações sobre cuidados com a criança. O gestor negou ter gritado. Os supostos comentários foram feitos durante o lockdown da Covid-19, depois que Reeves disse aos seus superiores que estava com dificuldades para trabalhar de casa e cuidar do primeiro filho.Reeves também disse ao tribunal que os gestores o viram de forma negativa por ele demorar 24 horas para responder um email enquanto estava em suas primeiras férias com a esposa e o bebê recém-nascido. O tribunal ouviu que a política de licença parental do Goldman era de 26 semanas dentro de 12 meses após o nascimento ou adoção legal de uma criança, desde que isso ocorresse enquanto o funcionário estivesse no banco. A Justiça concluiu que a "falha do banco em adotar qualquer semelhança de um processo justo foi tão completa que seu processo foi injusto em todos os aspectos". A indenização também refletiu danos morais, perda de rendimentos e uma penalidade contra o Goldman por não seguir procedimentos justos. No entanto, o tribunal reduziu o valor por entender que havia uma chance de 50% de que Reeves teria sido demitido de qualquer forma. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Jo Keddie, do escritório de advocacia Forsters, que representou Reeves, disse que a "decisão enfatiza que danos por estigma não são teóricos". Ela acrescentou: "Para profissionais seniores em setores regulamentados, litígios podem ter implicações profundas na carreira, e este caso demonstra que o tribunal reconhecerá isso quando apoiado por evidências claras e convincentes". O Goldman disse em comunicado que é "líder de mercado em licença parental remunerada e incentiva todos os pais que trabalham, independentemente do gênero, a tirar as 26 semanas completas de licença remunerada oferecidas a eles. Discordamos veementemente desta decisão".

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.