O ex-presidente do PT José Genoino divulgou um pedido público de desculpas por uma fala de janeiro de 2024 em que ele sugere um "boicote em relação a determinadas empresas de judeus" durante um programa ao vivo no portal Diário do Centro do Mundo sobre a posição do Brasil na guerra Israel-Hamas. Ele afirma que a formulação foi inadequada e que se corrigiu imediatamente após a declaração. Na nova manifestação, ele afirma que sua referência era a empresas vinculadas ao governo do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e que fez essa ressalva ainda durante a entrevista. Genoino diz, porém, que a correção não apareceu em alguns dos trechos que posteriormente circularam nas redes sociais. Genoino afirma lamentar que a declaração tenha provocado apreensão entre integrantes da comunidade judaica brasileira e pede desculpas "a quem por ela se sentiu atingido". Procurado pela coluna, o ex-deputado disse que "não fala com a grande mídia". No texto divulgado, ele também diz repudiar o antissemitismo em qualquer circunstância e ressalta a participação da comunidade judaica na formação da sociedade brasileira. Na entrevista de 2024, Genoino havia defendido o boicote a empresas que, segundo ele, estivessem relacionadas a Israel e sugerido que o Brasil interrompesse relações comerciais nos setores de segurança e militar com o país. Foi então que ele defendou o boicote "a determinadas empresas de judeus". A fala provocou reação da Conib (Confederação Israelita do Brasil), que classificou a expressão como antissemita e lembrou que o boicote a judeus esteve entre as medidas adotadas pelo regime nazista contra a comunidade judaica alemã. A organização apresentou uma notícia-crime no MPF (Ministério Público Federal) contra o petista pelas falas. Na época, Genoino negou ser antissemita e disse defender a existência de dois Estados, além de afirmar que considerava necessário denunciar as ações do governo israelense contra a população palestina. A Conib afirma que "o combate ao antissemitismo exige vigilância, mas também exige disposição para ouvir, reconhecer, esclarecer e construir pontes." A entidade afirmou que governos e políticas podem ser questionados, mas que esse debate não deve resultar em generalizações ou discriminação contra judeus. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Jos� Geno�no pede desculpas por sugerir boicote a 'empresas de judeus'
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