Jord�nia diz ter matado 20 membros do Estado Isl�mico na S�ria em resposta a ataque contra igreja

Jord�nia diz ter matado 20 membros do Estado Isl�mico na S�ria em resposta a ataque contra igreja

A Jordânia fez ataques aéreos na Síria contra o que afirmou serem alvos do Estado Islâmico, em retaliação a um atentado contra uma igreja jordaniana. A ação matou várias pessoas e acirrou as tensões entre os países vizinhos e aliados. As Forças Armadas da Jordânia disseram ter atacado "esconderijos de organizações terroristas" no sudeste da Síria na noite de segunda-feira (26), "em retaliação pelos mártires" mortos em um atentado contra uma igreja jordaniana na semana passada. O Exército jordaniano afirmou que as organizações atingidas têm vínculos com os autores do ataque à igreja, mas não especificou quais são esses grupos. Posteriormente, o ministro das Comunicações da Jordânia disse que os ataques tinham como alvo posições do Estado Islâmico e estimou que 20 integrantes do grupo haviam sido mortos. As ofensivas também teriam provocado a destruição de um depósito de armas. A agência de Defesa Civil da Síria, por sua vez, afirmou que os ataques às províncias de Deraa e Suweida mataram sete pessoas. Segundo o órgão, cinco civis da mesma família —entre eles três crianças, um homem e uma mulher— foram mortos em um ataque que atingiu uma tenda. A agência afirmou também ter recuperado os corpos de um homem de 80 anos e de outro de 60 anos, mortos em dois ataques distintos. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O ministro das Comunicações da Jordânia disse que o país evitou atingir civis e lamentou as vítimas. As Forças Armadas jordanianas já haviam feito ataques aéreos no sul da Síria contra alvos ligados ao tráfico de drogas, tanto durante o regime de Bashar al-Assad quanto sob a liderança de Ahmed al-Sharaa. Mas os ataques mais recentes provocaram indignação na Síria, onde Sharaa estreitou os laços diplomáticos com a vizinha Jordânia desde a queda de Assad, em 2024. Em comunicado, as Forças Armadas da Jordânia afirmaram que os ataques foram feitos "em coordenação com o governo sírio". As autoridades sírias, porém, disseram que não houve coordenação e expressaram sua "total ressalva" em relação ao ataque. Na terça-feira, a Jordânia reiterou seu compromisso de manter relações sólidas com a Síria e afirmou que criaria uma comissão conjunta com o país para acompanhar as consequências da ofensiva. As autoridades sírias disseram que a passagem de fronteira terrestre com a Jordânia permaneceria fechada nesta terça. Nove pessoas foram mortas e mais de 30 ficaram feridas na sexta-feira, quando homens armados abriram fogo em uma igreja na região de Karak, ao sul de Amã, segundo as autoridades jordanianas. Na segunda, as forças de segurança da Jordânia disseram ter prendido três suspeitos que, segundo elas, estavam por trás do ataque à igreja. De acordo com o diretor de Segurança Pública, o major-general Obaidallah Maaytah, os suspeitos seguiam uma "ideologia takfiri extremista". Após o atentado, o rei da Jordânia ordenou às forças de segurança que respondessem "com mão de ferro".

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