Itamaraty n�o comentar� derrota de Trump, mas governo v� fim de postura imperial

Itamaraty n�o comentar� derrota de Trump, mas governo v� fim de postura imperial

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) não vai comentar a derrota de Donald Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA. Resultados parciais e projeções mostram que o Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso americano. Com a contagem dos votos em andamento, a oposição ao presidente Donald Trump obteve 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos. No Senado, os democratas já garantiram ao menos 54 dos 100 assentos. A chancelaria brasileira não se manifesta sobre eleições por meio de notas. Na avaliação de diplomatas e de outros integrantes do governo, no entanto, a derrota do republicano foi contundente e deve mudar o comportamento dele no cenário mundial. Um integrante do Itamaraty afirmou à coluna que o resultado anuncia o fim do "Trump Imperial" a partir de 2027. Nessa avaliação, ele não deixará de "fazer maluquices", mas elas não sairão mais "grátis". A oposição a ele, com maioria no parlamento, terá condições de questionar e investigar as medidas com maior efetividade. E poderá até mesmo barrá-las. Os democratas devem de imediato, no plano externo, abrir investigações sobre a guerra no Irã e negócios do grupo de Trump no exterior, acredita o governo brasileiro. O foco do presidente norte-americano, portanto, terá que se voltar para o ambiente doméstico, em que enfrentará forte oposição. Em relação à América Latina, a crença é a de que a situação começou a mudar com a reeleição de Lula no Brasil, numa campanha em que a soberania e o rechaço a intenções imperiais dos EUA no Brasil esteve presente em muitos momentos. Por essa avaliação, os EUA não poderão "tratorar os países grandes da região [como México e Brasil], que não estão com eles". Um outro diplomata afirmou à coluna que será importante observar também se Trump fará mudanças em seu gabinete, e qual será o papel do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, daqui para a frente. Com pretensões eleitorais, ele teria que se reposicionar em um governo de alta impopularidade, como mostraram as eleições. A derrota de Trump, por outro lado, não é garantia imediata de que as tarifas contra o Brasil serão suspensas em um curto prazo. A negociação, nesse ponto, seria mais complexa e dependeria da evolução das negociações bilaterais. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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