Italiano � preso em Morro de S�o Paulo sob suspeita de importuna��o sexual e racismo

Italiano � preso em Morro de S�o Paulo sob suspeita de importuna��o sexual e racismo

Um italiano de 53 anos foi preso em flagrante em Morro de São Paulo, na Bahia, sob suspeita de importunação sexual e racismo contra uma cantora e funcionários de um restaurante. Massimiliano Panichi teria abordado a cantora Renata Nascimento, que se apresentava no estabelecimento, e feito comentários de cunho sexual. De acordo com o relato registrado na polícia, ele teria perguntado quanto ela cobrava e insinuado a contratação de um programa sexual. Após a cantora ter reagido, Panichi teria chamado a cantora de negra e escrava, enquanto apontava o celular na direção dela. As ofensas se estenderam a outros dois funcionários, um garçom e um barman, que intervieram para defender a cantora. O advogado de Massimiliano Panichi foi procurado no WhatsApp nesta terça-feira (11), mas não respondeu às mensagens enviadas pela reportagem. Ele também não atendeu às ligações. A defesa pediu a liberdade provisória de Panichi argumentando que os vídeos apresentados não comprovariam as ofensas raciais. A Justiça, contudo, negou o pedido. A ocorrência aconteceu por volta das 18h30 do dia 5 de agosto. A cantora Renata fazia uma apresentação no formato voz e violão em uma área aberta do restaurante, quando foi abordada pelo italiano, que estava em uma mesa na sua frente. Em um vídeo postado nas redes sociais, a cantora Renata Nascimento lamentou o episódio, agradeceu o acolhimento que recebeu do restaurante e incentivou as pessoas a denunciar casos semelhantes. "Eu estava no meu ambiente de trabalho. Eu estava ganhando meu pão, sou mãe de família. Esse homem chegou a perguntar qual era ao meu valor para que eu pudesse ser seu objeto. [...] Meu valor é inestimável", afirmou a cantora. A Polícia Militar foi acionada e conduziu o italiano para a delegacia de Valença. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de importunação sexual e racismo. Panichi não chegou a ser formalmente interrogado no momento da prisão, pois seu estado era de "severa embriaguez e desordem comportamental", segundo as autoridades policiais. No dia seguinte, a 1ª Vara Criminal do Júri e de Execução Penal de Valença converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. A decisão aponta que os relatos da vítima e de duas testemunhas são convergentes e constituem indícios suficientes de autoria e materialidade. O juiz apontou riscos de reiteração de crimes, visto que Panichi já cumpre pena em regime semiaberto decorrente de uma condenação na 1ª Vara de Tóxicos de Salvador. Segundo a decisão, o regime estabelecia a proibição de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos semelhantes, além de não ingerir bebidas alcoólicas. Para o juiz, Panichi descumpriu essas condições ao estar em um restaurante, ingerir álcool até ficar severamente embriagado e, segundo a acusação, cometer novos crimes.

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