O regime do Irã chamou os Estados Unidos de Satã nesta quarta-feira (2), após acusar as forças americanas de matar cinco pessoas, entre elas uma criança, durante uma festa de casamento no sul do país. Autoridades de Washington não confirmam envolvimento de seus militares no ataque. "Se uma potência age como Satã, escolhe alvos como Satã e mata como Satã, é Satã", escreveu no X o presidente do Parlamento e principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf. A expressão é usada pelo regime e seus simpatizantes desde a Revolução Islâmica de 1979 para se referir aos EUA. Segundo autoridades iranianas, um ataque americano atingiu na terça (1º) uma casa em Kuhestak, no distrito de Sirik, onde era realizada uma festa de casamento. Veículos de mídia do país informaram que cinco pessoas, incluindo uma criança, foram mortas na ofensiva. Outras 68 teriam sido feridas. A informação não pôde ser verificada de forma independente pela Folha, e autoridades americanas não comentaram o episódio. O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ação como um "crime de guerra". Para o porta-voz da pasta, Esmail Baqai, o bombardeio foi parte de uma tentativa americana de esconder seu fracasso na guerra. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Imagens divulgadas pela agência iraniana West Asia News Agency e atribuídas ao local do ataque mostram cômodos e um pátio cobertos por escombros. Em um dos ambientes, aparecem sandálias femininas sobre um tapete manchado de sangue. "Só estou feliz que as vítimas não tenham sido ainda maiores", afirmou Ali Molahi, identificado como pai da noiva. Sem informar detalhes, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou que os recentes ataques levarão Teerã a adotar uma nova estratégia no campo de batalha, na diplomacia e no enfrentamento das sanções econômicas impostas por Washington. Ele disse, numa mensagem afrontosa, que o plano deixará os alicerces de Washington "em pedaços". A declaração ocorreu depois de uma nova sequência de ataques entre os países. Os EUA atingiram alvos na costa sul do Irã, enquanto Teerã lançou mísseis e drones contra instalações americanas em diferentes pontos do Oriente Médio. Foram as maiores ofensivas do conflito desde julho. Os EUA afirmaram ter atingido sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos marítimos, estruturas relacionadas à instalação de minas e centros de comunicação da Guarda Revolucionária. Segundo o regime iraniano, os EUA miraram alvos em áreas próximas ao estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. O Irã respondeu com mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque. O comando militar iraniano afirmou que seu objetivo é expulsar as forças americanas da rede de bases que os EUA mantêm no Oriente Médio. Na Jordânia, os militares disseram ter detectado 13 mísseis, dos quais 10 foram interceptados e 3 caíram em áreas remotas. O Irã afirmou ter matado militares americanos no país, mas autoridades dos EUA disseram, em uma avaliação inicial, que não houve vítimas. No Kuwait, o Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra a base aérea americana de Ali Al Salem e contra a área de alojamento dos EUA. O serviço de combate a incêndios do Kuwait confirmou um ataque de drone que provocou um incêndio em um complexo residencial, mas disse que não foram registradas mortes. Qatar e Bahrein, que abrigam importantes instalações militares americanas, também relataram ataques iranianos. O Qatar responsabilizou Teerã pelos episódios, enquanto o Bahrein afirmou que drones iranianos foram interceptados e destruídos. A Guarda Revolucionária também afirmou ter atacado bases americanas em Erbil, no norte do Iraque, e matado militares dos EUA. Nem Bagdá nem Washington confirmaram a informação. As ofensivas também impactaram o tráfego marítimo no estreito de Hormuz. O Irã disse que dois petroleiros foram atingidos por explosões de minas enquanto eram conduzidos por militares americanos por uma rota que Teerã diz ter fechado no canal. A empresa estatal de navegação da Arábia Saudita informou que dois tripulantes filipinos morreram a bordo de um petroleiro atingido no estreito dois dias antes. A troca de ataques desta semana é a mais intensa desde julho, quando o presidente americano, Donald Trump, interrompeu bombardeios contra o Irã. Na ocasião, integrantes do comando militar americano alertaram que os EUA estavam consumindo munições e ficando sem alvos considerados relevantes.
Ir� chama EUA de Sat� ap�s ataque a casamento e promete nova estrat�gia na guerra
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.