Intelectuais judeus do Brasil e do exterior assinam manifesto a favor de Lula

Intelectuais judeus do Brasil e do exterior assinam manifesto a favor de Lula

Intelectuais brasileiros e estrangeiros, entre eles o cientista político Steven Levitsky, autor de "Como Morrem as Democracias", e o filósofo Jason Stanley, que escreveu "Como Funciona o Fascismo", assinam um manifesto em apoio à candidatura de Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno Intitulado "Jews and Non-Jews for Brazilian Democracy" (Judeus e Não-Judeus pela Democracia Brasileira), o texto foi idealizado pela psicóloga Lia Vainer Schucman, pela filantropa Ines Mindlin Lafer, pelo sociólogo Michel Gherman e pelo antropólogo e publisher da Companhia das Letras Ricardo Teperman, que integram o coletivo JJpD (Judias e Judeus pela Democracia). Entre os signatários do exterior estão ainda a historiadora Marianne Hirsch, a quadrinista Nora Krug, o jornalista Peter Beinart, a filósofa Susan Neiman e o historiador Leo Spitzer. No Brasil, assinam o manifesto, entre outros, o editor Luiz Schwarcz, a historiadora Lilia Schwarcz, o músico Arthur Nestrovski, a escritora Natalia Timerman, o antropólogo Marcio Goldman, a filósofa Déborah Danowski e o pesquisador Kauê dos Santos Lopes. O texto afirma que a eleição representa um teste para a democracia e alerta para os riscos de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL). Os autores criticam o governo de Jair Bolsonaro (PL) e apontam ataques a grupos minoritários, à ciência e à imprensa, além da tentativa de deslegitimar o sistema eleitoral e da participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.O manifesto aborda as críticas de parte da comunidade judaica a Lula por suas declarações sobre Israel e a guerra na Faixa de Gaza. Os autores reconhecem que algumas declarações do presidente provocaram preocupação entre judeus brasileiros, mas afirmam que a alta do antissemitismo no país coincide com uma escalada global que não pode ser atribuída à Presidência de Lula. Em defesa do petista, o texto afirma que ele reconheceu o direito de Israel de existir e viver em segurança, apoiou a solução de dois Estados e condenou os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, além de exigir a libertação dos reféns. O manifesto cita ainda episódios do governo Bolsonaro envolvendo referências nazistas, como um discurso do então secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, que reproduziu trechos associados à propaganda de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler. "É claro que declarar apoio incondicional a Israel, como a família Bolsonaro e seus apoiadores parecem fazer, não é salvo-conduto contra o antissemitismo", afirma o manifesto, que acrescenta que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia alimentar o preconceito no país.com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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