Ibovespa atinge marca in�dita de 200 mil pontos com vantagem de Fl�vio e novo Congresso

Ibovespa atinge marca in�dita de 200 mil pontos com vantagem de Fl�vio e novo Congresso

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais deste domingo (4), com o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT), leva o Ibovespa a atingir a marca inédita de 200 mil pontos já nos primeiros minutos do pregão desta segunda-feira (5). Às 10h17 (de Brasília), o índice de referência da Bolsa brasileira saltava 5,55%, aos 208.778 pontos, superando também a máxima intradia histórica de 199.354 pontos, alcançada em 14 de abril de 2026. Na última sexta (2), a Bolsa encerrou o último pregão antes do primeiro turno das eleições com alta de 2,62%, aos 192.114 pontos. O índice não alcançava esse patamar desde 22 de abril, quando fechou aos 192.889 pontos. Analistas veem o otimismo com o cenário político brasileiro no ano que vem pautando a euforia dos mercados. E isso se deve à surpresa em relação aos resultados das eleições, com Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa presidencial e um Congresso Nacional majoritariamente à direita. " [O resultado] pegou todo mundo de surpresa. Pegou quem era da direita, pegou esquerda, centro, todo mundo. E aí, no mercado, sempre tentamos precificar as coisas antes. Quando as coisas vêm muito fora do esperado, aí que observamos movimentos absurdos para cada lado", diz Vitor Miziara, sócio da Performa Ideias. O analista Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, acredita que a nova configuração da Câmara e do Senado traz duas possibilidades para o cenário brasileiro a partir do ano que vem: um eventual governo Flávio Bolsonaro com apoio parlamentar para viabilizar sua agenda econômica, ou um novo governo Lula que demandaria mais esforço de coalizão com o Legislativo. "O centro político segue relevante, especialmente na Câmara e em matérias que exigem maiorias qualificadas. A execução da agenda econômica não está relacionada apenas ao presidente, mas também na capacidade de construção de uma coalizão com esses partidos", afirma. Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, diz que o mercado já trabalhava com a perspectiva para uma eventual vitória de Bolsonaro, mas não esperava uma vantagem tão expressiva no primeiro turno. Entre os destaques no mercado acionário, ele cita as estatais, como Banco do Brasil e Petrobras. Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, afirma que, daqui em diante, o mercado deve acompanhar as alianças para o segundo turno, os nomes que podem compor uma eventual equipe econômica e as propostas dos candidatos para o controle da dívida pública e o equilíbrio fiscal. PARA ONDE VAI O IBOVESPA? O BTG Pactual projeta, em relatório, que as ações brasileiras podem passar por uma reprecificação caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno. O banco destaca que as ações, excluindo Petrobras e Vale, são negociadas atualmente a dez vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses. Esse nível está cerca de um desvio-padrão abaixo da média histórica, ou seja, os preços estão relativamente descontados em relação ao padrão observado no passado. Segundo o banco, uma vitória de Flávio poderia levar os preços das ações de volta a níveis mais próximos da média dos últimos dez anos. Nesse cenário, o potencial de valorização seria de 11% a 20% em reais. Em um cenário ainda mais positivo, em que o Ibovespa chegasse a um nível um desvio-padrão acima da média histórica, a alta poderia variar de 32% a 45%.

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