O governo de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (26) a demolição de 61 imóveis no Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, atingidos pela explosão de uma tubulação de gás que matou duas pessoas em maio. O investimento anunciado é de R$5,4 milhões. O plano prevê ainda a reconstrução de cinco casas e a reforma de cerca de 200 moradias. Os trabalhos serão feitos por etapas e devem terminar em janeiro de 2027. Segundo Silvio Vasconcellos, diretor de Engenharia e Obras da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), a retirada das estruturas será manual devido à forte inclinação do terreno e à proximidade entre as construções. A técnica visa reduzir o risco de desabamento de imóveis vizinhos. O trabalho deve durar cerca de dois meses, até o fim do ano. A Sabesp pagará pelos serviços, enquanto a CDHU ficará responsável pelo acompanhamento e pela fiscalização das obras. A segunda etapa prevê a reconstrução de cinco casas e reparos em telhados, paredes e instalações hidráulicas e elétricas, além de melhorias de ventilação e vedação. A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) prevê iniciar os serviços até o fim deste ano. "Os moradores poderão permanecer nas casas durante as obras, com saída temporária apenas quando alguma intervenção impedir a permanência no local", diz Vasconcellos. O projeto também inclui a criação de praças e áreas verdes. A proposta ainda passa por estudos urbanísticos e geotécnicos. A explosão ocorreu em 11 de maio, durante uma obra da Sabesp que atingiu uma tubulação de gás da Comgás. O acidente destruiu casas e deixou dezenas de famílias desalojadas. Morreram o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, e o pintor Francisco Bondemba da Silva, 57. Nos dias seguintes ao acidente, a Defesa Civil e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) vistoriaram imóveis na região. Cinco foram condenados à demolição por risco estrutural, e outros foram interditados para reparos. Parte dos moradores pôde voltar para casa. Em 19 de maio, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar o atendimento às vítimas e a atuação das concessionárias. Moradores relataram falta de informações sobre indenizações, reformas e alternativas de moradia. Dois meses após a explosão, a Folha mostrou que parte das famílias ainda enfrentava obras inacabadas e dificuldades para retomar a rotina. Comerciantes também relatavam prejuízos com a queda no movimento. O governo não disse quantas famílias já receberam uma solução habitacional definitiva nem quantas ainda aguardam indenização.
Governo de SP inicia demoli��o de 61 casas ap�s explos�o no Jaguar�
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.