Foto capta Trump avaliando demoli��o do Kennedy Center, pressionado por ele

Foto capta Trump avaliando demoli��o do Kennedy Center, pressionado por ele

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi flagrado na quarta-feira (16) analisando uma imagem de uma possível demolição do Kennedy Center, emblemático espaço de artes cênicas que se tornou um de seus principais focos de tensão para remodelar Washington. A bordo do avião presidencial Air Force One, a fotografia da agência AFP mostra o republicano olhando um cartaz do centro cultural com a frase "Kennedy Center DEMOLIDO". Após a foto ser apresentada a um tribunal por uma deputada do Partido Democrata, o juiz federal Christopher Cooper determinou nesta quinta-feira (17) que o governo notifique com pelo menos 30 dias de antecedência qualquer medida para demolir a instituição. "Penso que o governo Trump certamente deveria receber reconhecimento. Porque, francamente, se não fizermos isso, o local vai fechar. Acabará sendo demolido", disse Trump a jornalistas na Carolina do Norte, referindo-se à inclusão de seu nome na fachada do complexo inaugurado em 1971, como memorial ao ex-presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Matt Floca, diretor-executivo do Kennedy Center apoiado pelo presidente, afirmou em um documento apresentado à Justiça nesta quinta-feira que o prédio está sendo fechado temporariamente para avaliar riscos à segurança em áreas "que apresentam grave deterioração estrutural". A deputada Joyce Beatty, que processou Trump no ano passado por causa de seus planos para o centro, respondeu em um documento enviado ao tribunal federal que o fechamento "é uma receita para que os réus prolonguem a paralisação e mantenham o Kennedy Center fechado pelos próximos dois anos, exatamente o que este tribunal afirmou que eles não poderiam fazer sem sua autorização". No ano passado, Trump mandou demolir a histórica Ala Leste da Casa Branca para abrir espaço para um projeto de salão de festas. Cooper rejeitou o pedido de Beatty para uma audiência de emergência sobre sua ação judicial depois que o conselho do Kennedy Center, que inclui o próprio presidente e integrantes escolhidos por ele, votou nesta semana pelo fechamento do espaço para um projeto de reforma de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão). Beatty afirma que o local não está mais acessível ao público durante o horário normal de funcionamento. Novas barreiras podiam ser vistas do lado de fora do prédio na quarta-feira. A deputada e outros críticos acusam o republicano de querer colocar seu nome no Kennedy Center por vaidade. O nome de Trump havia sido instalado na fachada do prédio até que, em maio, o juiz ordenou sua remoção, afirmando que apenas o Congresso pode alterar o nome do prédio. O juiz Cooper havia determinado anteriormente que o conselho explicasse até esta quinta-feira se o plano do governo violava uma ordem anterior, que limitava sua capacidade de fechar o local. O conselho afirmou pela manhã que não estava violando a ordem, e que o fechamento emergencial de sete dias era separado dos planos da reforma. O governo Trump afirmou que pediria ao juiz até sexta-feira (18) a revogação da ordem anterior, a fim de permitir o que chamou de "fechamento necessário para concluir a restauração e as reformas". Em uma decisão na terça-feira (15), Cooper rejeitou a mais recente tentativa do conselho colocar o nome do presidente no prédio. O governo recorreu, e Trump afirmou nas redes sociais que o Kennedy Center "está fadado à ruína" se não tiver permissão para fechar para reparos.

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