Fl�vio Bolsonaro diz que � o verdadeiro presidente eleito do Brasil e agradece a Milei e Trump por ajuda em fuga

Fl�vio Bolsonaro diz que � o verdadeiro presidente eleito do Brasil e agradece a Milei e Trump por ajuda em fuga

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu do Brasil nesta quarta (27), divulgou uma carta, por meio do aliado Paulo Figueiredo, em que afirma ser "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Nela, o parlamentar agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela ajuda em sua fuga. Leia a íntegra da carta ao final do texto. "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", diz ele no início do documento. "Antes de mais nada, queria agradecer ao presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão", segue. Na sequência, ele afirma que as eleições em que foi derrotado foram fraudadas. "Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno", diz, sem apresentar provas. "Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição". Ele afirma ainda que os fatos são graves e defende a cassação da chapa Lula-Alckmin. Diz ainda que o ministro do STF Alexandre de Moraes pediu a apreensão de seu passaporte por causa dos questionamentos. "A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime", afirma. "Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento", afirma, justificando a fuga. "Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista", diz ainda o filho de Jair Bolsonaro. Flávio diz também que foi para os EUA com a família por causa da "instrumentalização política da Justiça no Brasil". Diz ainda que não fugiu, mas saiu de um "regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime." Ele compara sua saída do país à trajetória de figuras como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, Floriano Peixoto, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado "Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania", afirma. Também faz apelos às instituições brasileiras dizendo que "essa sandice precisa acabar" e à comunidade internacional para não normalizarem "o que está acontecendo no país". Anuncia ainda que liderará a oposição do exterior e dirige uma mensagem a senadores, deputados e governadores que afirma ter ajudado a eleger, com menção a Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado. "Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr. E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos." Por fim, afirma que nos próximos dias vai apresentar uma "estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil". LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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