Fl�vio Bolsonaro critica decis�o de Dino no STF e diz que Lula quer vencer no tapet�o

Fl�vio Bolsonaro critica decis�o de Dino no STF e diz que Lula quer vencer no tapet�o

O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) criticou, em agenda em Juiz de Fora (MG) nesta quarta-feira (9), a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que reintegrou ao comando da PF o diretor-geral, Andrei Rodrigues, e o chefe de Inteligência, Leandro Almada. Eles haviam sido afastados pelo ministro André Mendonça na terça (8). "O delegado peticiona num processo que não pode peticionar, o ministro revoga a decisão de outro ministro, numa ação que ele não tem competência", afirmou o candidato, acusando o ministro de interferência no processo judicial a partir de uma "canetada completamente contra os precedentes históricos do Supremo". Ele disse esperar que Edson Fachin, presidente do Supremo, suspenda a liminar dada por Dino, e criticou o que chamou de instrumentalização da PF (Polícia Federal) pela gestão petista, afirmando que a instituição tem sido usada para perseguir opositores políticos. "Eu quero ganhar as eleições nas urnas, no voto, e o Lula quer ganhar no tapetão", disse o senador. A afirmação contrasta com declarações prévias do candidato, que em outras ocasiões espalhou informações falsas a respeito das urnas eletrônicas e levantou suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro. No comício, o senador também puxou gritos de "Fora Moraes", ministro que está no centro de uma crise institucional após a revelação de mensagens trocadas entre ele e Daniel Vorcaro, do Banco Master. "Vamos proteger o Supremo de Alexandre de Moraes", disse o senador, reforçando novamente a promessa de indicar ao STF ministros que tenham como valores Deus, família e liberdade. O candidato seguiu em motocarreata junto a apoiadores do Aeroporto da Serrinha até o centro da cidade, onde foi montado um comício no mesmo local em que seu pai, Jair Bolsonaro, que está preso, sofreu um atentado com faca durante a campanha presidencial de 2018. "Eu pretendo completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar", disse o candidato. Em entrevista coletiva, ele disse que "quem ganha em Minas, ganha o Brasil", ao comentar pesquisa Quaest divulgada nesta semana. O levantamento aponta empate técnico entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno em Minas Gerais, com o senador do PL numericamente à frente —40% a 37%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No cenário nacional, a pesquisa mostra Lula e Flávio numericamente empatados nas intenções de voto para o segundo turno, com 41% cada um. No primeiro turno, Lula tem 36% das intenções, e Flávio Bolsonaro, 29%. Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 8%. A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01720/2026, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, da última quinta-feira (3) até domingo (6). Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados O ato em Juiz de Fora, marcado para as 9h30, começou apenas por volta das 11h. Segundo a campanha, Flávio Bolsonaro precisou aterrissar em Goiainá (MG), a cerca de 40 km de Juiz de Fora, devido à falta de teto em razão do tempo nublado. Flávio Roscoe, candidato do PL ao Governo de Minas Gerais, também participou do ato. A primeira visita de Flávio à cidade estava programada para o segundo dia oficial de campanha, 17 de agosto, mas foi cancelada, segundo o candidato, pelo mau tempo que impossibilitou a decolagem de seu voo. Como mostrou a Folha, a agenda do início de campanha buscou repetir o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ato em Juiz de Fora ocorreria imediatamente após o lançamento da candidatura de Flávio na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e visava relembrar o atentado sofrido pelo ex-presidente. Em setembro de 2018, Adélio Bispo de Oliveira esfaqueou Bolsonaro na barriga, caso desde então politizado tanto pela direita quanto pela esquerda. Adélio foi preso em flagrante pela PF (Polícia Federal) logo após o ataque, e segue internado em regime de medida de segurança na Penitenciária Federal de Campo Grande.

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