O ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caprichou no visual para dar entrevista ao jornal norte-americano New York Times na tarde de quarta (4), em Miami. Antes da conversa com os jornalistas, o senador foi a um dos salões de beleza mais badalados de Miami, o EC Hair Salon, comandado pelo brasileiro Emerson Cristiano. Flávio tirou fotos com funcionários e com o próprio dono do salão, conversou com clientes e deixou a impressão de que pretende mesmo viver em Miami. O salão fica em North Miami Beach e é conhecido por atender celebridades brasileiras, como o atacante Neymar, o sertanejo Gusttavo Lima, o ex-goleiro da seleção brasileira Júlio César, o ator Oscar Magrini, o cantor Alexandre Pires e o empresário Roberto Justus e a mulher, a influenciadora Ana Paula Siebert. As filhas gêmeas do apresentador Gugu Liberato, Marina e Sofia Liberato, que moram nos Estados Unidos, também frequentam o espaço. No local, o corte de cabelo custa em média US$ 150, cerca de R$ 820 na cotação atual. Flávio foi atendido no fim da manhã de quarta. Emerson postou uma foto ao lado do senador nos Stories do Instagram do estabelecimento. O EC Hair Salon foi fundado em 2015. Antes, Emerson trabalhou em salões conhecidos do Brasil, como o Studio W. A entrevista do candidato derrotado nas eleições presidenciais brasileiras foi divulgada na quinta (5) pelo New York Times. Nela, Flávio aparece em fotos já com o cabelo cortado. À jornalista Ana Ionova, o senador negou ter recebido ajuda de algum governo na fuga para os Estados Unidos após ter perdido o segundo turno das eleições presidenciais para Lula (PT) no Brasil. Flávio afirmou ter realizado a viagem por conta própria. "Fui eu quem fez tudo". "Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo". Ele disse que não revelaria segredos sobre como fugiu. "Como cheguei até aqui", afirmou, "levarei isso para o túmulo comigo". O político disse que o plano foi decidido espontaneamente com a esposa e que amigos no exterior não extrapolaram o papel de "torcida". "Pode ter havido torcida, mas nada além disso." Flávio chegou aos Estados Unidos no dia 28 de outubro, depois de perder as eleições no Brasil, questionar o resultado e receber ordem para entrega de passaportes devido a uma investigação que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e seu amigo Willer Tomaz. Na chegada aos EUA, ele divulgou uma carta golpista na qual disse ser o "verdadeiro presidente" do Brasil. Depois, mudou o termo para "líder", mas manteve o tom golpista. Os jornais americanos NYT e Wall Street Journal noticiaram na semana passada que Flávio voou em um jato particular providenciado por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Fl�vio Bolsonaro corta os cabelos em sal�o badalado de Miami antes de entrevista ao NYT
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