Mesmo sob pressão das repercussões do caso Master, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou agosto com o maior índice de desempenho digital já registrado pela Datrix entre os presidenciáveis monitorados pela empresa. O senador alcançou 46,08 pontos no IDP (Índice Datrix dos Presidenciáveis), ampliando de 4,19 para 10,20 pontos a vantagem sobre Lula (PT), que ficou com 35,88. O levantamento acompanha mensalmente a conversa digital sobre a corrida presidencial e considera desempenho nos canais próprios dos candidatos, menções de formadores de opinião, tom das publicações e participação nas buscas na internet. Agosto foi marcado para Flávio pelas cobranças sobre os cerca de R$ 61 milhões enviados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a um fundo nos Estados Unidos para financiar uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Questionado sobre os recursos, o senador classificou o assunto como "página virada", sem detalhar os valores. A repercussão levou ao crescimento de críticas nas redes, com hashtags como "Cadê o dinheiro, Flávio?" e "BolsoMaster". Ainda assim, segundo a Datrix, a proporção de menções negativas ao senador caiu de 45,4% em julho para 36,5% em agosto. Foi a maior redução de rejeição entre os seis nomes acompanhados. O mês também concentrou outros episódios envolvendo Flávio, como a filiação fraudada ao partido Missão e a sabatina no Jornal Nacional. Lula, por sua vez, recuperou parte do terreno perdido em julho. O volume de menções ao presidente cresceu 53,3%, enquanto o alcance aumentou 49%. A melhora no tom, entretanto, foi pequena: 46,8% das menções a Lula foram classificadas como negativas, o maior índice entre os seis presidenciáveis. O segundo colocado no ranking foi seguido por uma novidade. O escritor Augusto Cury (Avante) estreou diretamente na terceira posição, com 22,76 pontos. O resultado foi impulsionado principalmente pelas suas próprias redes sociais. A partir de 15 de agosto, Cury ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram. As reações às publicações cresceram 398% no mês. Fora de seus próprios canais, no entanto, ele aparece na última posição entre os seis candidatos quando considerada a conversa aberta sobre a eleição. O crescimento ocorre em meio a acusações de uso de robôs e contratação não declarada de cerca de 200 influenciadores para impulsionar os números. Cury nega as acusações e afirma que promove uma "revolução silenciosa". Na quarta posição, Renan Santos (Missão) ultrapassou Romeu Zema (Novo) por uma diferença pequena: 14,14 pontos contra 13,62. A vantagem também foi determinada pelo desempenho nos canais próprios. As publicações de Renan somaram 3,9 milhões de reações em agosto, quase o dobro do registrado em julho. As de Zema, por outro lado, tiveram queda de 36,5%. O crescimento dos dois veio acompanhado de aumento na proporção de menções negativas. A rejeição digital de Renan passou de 34,6% para 42,5%. A de Zema subiu de 26% para 32%. Ronaldo Caiado (PSD) ficou na sexta posição, com 11,79 pontos. Apesar da colocação, foi o candidato com a cobertura menos negativa. A proporção de menções críticas a ele caiu de 33,2% para 28,8%. Caiado também teve a menor escala de exposição entre os seis, com os menores volumes de menções e alcance. Em agosto, sua campanha foi afetada pela repercussão de uma declaração do vice, Gilberto Kassab, que disse a empresários que "o Centrão está com Lula" e que Flávio Bolsonaro não teria "a menor chance". Caiado contrariou a declaração publicamente. Na comparação com julho, todos os seis presidenciáveis tiveram aumento no volume de menções. Renan Santos liderou a alta, com crescimento de 183%, seguido por Zema, com 96%, Lula, com 53%, e Caiado, com 49%. Flávio teve a menor expansão, de 9%. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Fl�vio Bolsonaro bate recorde de desempenho digital mesmo sob press�o do Master, diz Datrix
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